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As confederações de aldeias africanas

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Para entender parte da organização social e política de muitas tribos africanas, principalmente as sub-saarianas, é necessário conhecer como funcionavam — e ainda funcionam, em muitos casos — as confederações de aldeias africanas. Vamos lá: A organização das aldeias africanas Independente de estudarmos um grande e complexo reino africano do passado ou um pequeno reino, na maioria das tribos os africanos se organizavam em torno da fidelidade ao líder e das relações de parentesco existentes . Este líder normalmente era o membro mais velho — ou então era um membro jovem, porém com competência suficiente para comandar a tribo — e era responsável também por outros pontos importantes, como manter a justiça entre os membros, conduzi-los em caso de guerra contra outra tribo, decidir sobre a divisão do trabalho e dos alimentos de forma justa, punir as pessoas que não cumprissem suas obrigações ou causavam algum mal a outra pessoa da mesma tribo; enfim, o líder era o responsável pelo o cumprimen...

Uma capital para o islã

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No ano de 750 aconteceu um golpe na esfera política do islã : Abu-l-‘Abbās, após três anos de combate, derrubou os dirigentes da dinastia omíada — que estavam no poder desde 651 — e tomou o poder em Damasco, tornando-se o califa. Ele alegava descender do tio de Maomé, al-‘Abbās, por isso sua dinastia ficou conhecida como abácida . Seu sucessor, al-Mansūr, deslocou a capital para um local novo, a cidade de Bagdá , no ano de 762. Mais do que simplesmente fundar uma capital, a mudança significava um novo rumo no islã. Segundo o historiador Richard Fletcher, “ Em Damasco, os califas haviam tomado uma cidade já antiga, não muito distante da costa do Mediterrâneo. Guardiões de uma herança que não podiam adotar, eles controlaram um Estado-sucessor composto de fragmentos desordenados de dois grandes impérios do fim da Antiguidade, agora administrados para o benefício dos conquistadores árabes. Bagdá era diferente. Ficava onde hoje é o Iraque, e o deslocamento do Mediterrâneo para a Mesopotâmia...

O mais longo dos dias

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O dia 6 de junho de 1944 não entrou para a História como “o mais longo dos dias” à toa. A Europa sofria sob as garras da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e, mesmo com a derrota em Stalingrado — ainda em 1943 — e o avanço soviético, os alemães ainda davam as cartas na parte ocidental do continente. A solução, costurada por meses entre os países Aliados, seria invadir com força total uma área do norte da França, quebrando uma parte da Muralha do Atlântico, um conjunto de fortificações construído pelos alemães e completamente reforçada quando o marechal-de-campo Erwin Rommel foi designado por Hitler para defender o litoral norte. Ao abrir esta brecha no litoral francês — e consequentemente mais uma frente de batalha para os alemães —, o plano dos Aliados era dividir ainda mais os recursos do exército alemão. Mas não foi tão fácil assim… Enganando os nazistas com um pouco de desinformação O ideal, do ponto de vista logístico, seria invadir a região pelo porto de Calais , o pon...

A Revolução Neolítica

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Esta certamente foi a revolução mais longa que a humanidade já atravessou até hoje e foi o fator, ou melhor, o conjunto de fatores definitivos para iniciar o processo de sedentarismo de alguns povos que seriam as bases para as grandes civilizações da Antiguidade. Também conhecida como Revolução Agrícola , enquanto processo histórico nós não podemos dar à Revolução Neolítica uma data exata de início, meio e fim. Como já dito, este foi um processo longo, que durou milênios até a consolidação. Sim, não se assustem, a Revolução Neolítica demorou milênios para se consolidar e não aconteceu ao mesmo tempo com todos os povos em todos os lugares do planeta. Assim, os arqueólogos estimam que entre 10.000 e 7.000 a.C. — lembrando que a data pode variar dependendo do grupo e do local — o homem gradativamente adquiriu habilidades e costumes que permitiram todas estas mudanças. Para classificação dos grupos humanos da época nós costumamos dizer que antes de passar pela revolução o grupo vivia em u...

O Livro dos Mortos

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O Livro dos Mortos do Egito Antigo era uma coletânea de orações, feitiços, cânticos e, por que não dizer, obrigações que o morto deveria cumprir para ajudá-lo na viagem até o Além. Só que nós não temos um livro , como nós conhecemos os livros hoje em dia. Ele é na verdade uma série de escritos e ilustrações compilados em papiros — e colocados ao lado das múmias — ou exposto nas paredes das câmaras mortuárias. E o nome “Livro dos Mortos” advém dos saqueadores de tumbas, que — já em nossa época, século XIX e início do século XX — profanavam os túmulos em busca das riquezas históricas que poderiam encontrar dentro das câmaras. Como eram encontrados ao lado das múmias, os saqueadores chamavam os papiros de kitab al-mayitun , em árabe, ou “livro do defunto” . Já os egípcios antigos costumavam chamar de “Livro de sair para a Luz” este conjunto de ensinamentos para a viagem até o Além. Ao todo, os arqueólogos e historiadores conseguiram identificar e catalogar 192 capítulos do livro, mas ...

Quais deputados votaram a favor da Reforma Trabalhista?

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Não tem muito o que falar, apenas que no dia 26/04/2017, meio que na calada da noite, a Câmara dos Deputados aprovou, com 296 votos, a reforma trabalhista. Só oito partidos orientaram voto contra a reforma trabalhista: PT, PDT, PSOL, PCdoB, Rede, PSB, SD e PMB. Os demais apoiaram a reforma ou liberaram a bancada. Veja a lista, por estado, de quem votou a favor dessa abominação. E lembrem-se: 2018 tá aí, 2020 e 2022 também. Roraima: Abel Mesquita Jr. (DEM) / Edio Lopes (PR) / Hiran Gonçalves (PP) / Maria Helena (PSB) / Remídio Monai (PR) / Shéridan (PSDB) Amapá: André Abdon (PP) / Cabuçu Borges (PMDB) / Jozi Araújo (PTN) / Marcos Reategui (PSD) / Vinicius Gurgel (PR) Pará: Delegado Éder Mauro (PSD) / Elcione Barbalho (PMDB) / Francisco Chapadinha (PTN) / Hélio Leite (DEM) / Joaquim Passarinho (PSD) / José Priante (PMDB) / Josué Bengtson (PTB) / Lúcio Vale (PR) / Nilson Pinto (PSDB) / Wladimir Costa (Solidariedade) Amazonas: Alfredo Nascimento (PR) / Arthur Virgílio Bisneto (PSDB) / Áti...

As Guerras Púnicas

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Aníbal (ao centro) conduzindo seu elefante no meio da batalha. As Guerras Púnicas[1] foram uma série de três conflitos deflagrados entre romanos e cartagineses pela hegemonia do Mediterrâneo que durou, ao todo, mais de cem anos — entre 264 a 146 a.C. — e teve como desfecho a destruição da cidade de Cartago e a submissão do território cartaginês em província romana. Mas porque Roma e Cartago chegaram às vias de fato a ponto de iniciar uma guerra? Primeiro vamos falar um pouco sobre a expansão territorial romana e o comércio do Mediterrâneo na época. A expansão romana Após a revolta dos patrícios romanos[2], que levou à deposição do rei Tarquínio e a fundação da República em 509 a.C., Roma gradativamente ampliou seu território até o início do século III a.C., quando começou a esbarrar nos interesses comerciais de Cartago. Nesta época a cidade de Cartago era a maior controladora do comércio do Mediterrâneo, transportando e comercializando a maioria dos produtos de toda a região. Pelo...