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Por que assistir o filme chileno “No”?

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Um dos melhores filmes de 2012 é, sem dúvida, o chileno “No” (Não). Aclamado no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, a obra do diretor Pablo Larraín conta — inserindo alguns personagens fictícios na realidade da época — como foi a campanha do plebiscito que tirou do poder o ditador Augusto Pinochet, em 1988.

Para explicar melhor, vamos falar rapidamente do período da Ditadura chilena para poder entender o contexto do filme.



A situação política e social chilenaO Chile, assim como todos os países da América Latina na segunda metade do século XX, estava passando por um período político turbulento. Políticos de esquerda tinham voz ativa, disputavam eleições e chegavam até a ganhá-las. Mas independente da orientação política, as decisões do Poder Executivo que beneficiavam o povo eram tratadas como atos “de esquerda”. E quem era de esquerda, “comunista”, corria sério risco de ser considerado um “revolucionário perigoso”.

E revolução naquela época lembrava URSS e…

Como foram construídas as pirâmides do Egito?

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Este texto foi “resgatado” do antigo HZ e respondia a uma pergunta do leitor Roberto Matos:

Boa Noite,
Meu nome é Roberto e sou muito curioso quando se trata deste pais maravilhoso que é o Egito, sou totalmente leigo no assunto, portanto se minha duvida for boba eu peço desculpas kkk… mas enfim nas construções das piramides como se fazia a arquitetura? Já que não tinha evolução alguma em maquina ou algo do tipo? E a outra duvida porem a mais fascinante são de pragas e lendas sobre os faraós, alguma dessas lendas tem relatos que aconteceram de fato?


Vamos por partes. Primeiro, a pergunta sobre a construção das pirâmides egípcias eu poderia responder da seguinte forma:


Brincadeiras à parte, vamos ao que interessa:

Como as pirâmides foram construídas?A verdade é que ainda NÃO existe uma confirmação oficial de como os egípcios colocaram de pé a única das Sete Maravilhas da Antiguidade que conseguiu sobreviver ao tempo e está de pé até hoje.

O conjunto de pirâmides de Gizé chama atenção e excita…

Maquiavel

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Niccolo di Bernardo Machiavelli (Florença, 3 de Maio de 1469 a 21 de Junho de 1527), ou como nós o conhecemos, Nicolau Maquiavel, é considerado por muitos um filósofo, diplomata, historiador e cientista político.

É também considerado um dos principais pensadores — talvez até mesmo o fundador — da ciência política e da arte de governar.

Maquiavel viveu o Renascimento italiano, em uma época que a Península Itálica ainda estava dividida em reinos, repúblicas e ducados, além dos Estados Pontifícios, controlados pelo clero. Os cinco principais eram: o Ducado de Milão, a República de Veneza, a República de Florença, o Reinado de Nápoles e os já citados Estados Pontifícios. Mais ou menos como no mapa abaixo:


Na época de Maquiavel havia o interesse pela implantação de um Estado absolutista na península, mas o poder era muito fragmentado, apesar da ilegitimidade da maioria dos Estados.

Como tirar do controle os homens que comandavam Veneza, por exemplo, cidade com grande comércio, que tinha condiç…

A Guerra do Yom Kipur

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Após a Guerra dos Seis Dias, que ocorreu em 1967 com esmagadora vitória israelense, a situação do Oriente Médio era a seguinte: Israel espalhou sua população e suas forças militares na Península do Sinai, nas Colinas de Golan e na Cisjordânia, territórios ocupados ao final deste primeiro conflito.

Só que os países de maioria islâmica na região estavam cada vez mais furiosos com a presença dos israelenses controlando a Palestina e os territórios citados.

O tempo passou mas o clima de tensão continuou presente entre as nações. Em 1° de outubro de 1973 o Egito e a Síria decretaram estado de alerta máximo ao longo de suas fronteiras e a Síria movimentou tropas até a fronteira com Golan. Aos israelenses, a medida apenas soou como retaliação a um episódio ocorrido em 13 de setembro do mesmo ano, quando 13 aviões de combate sírios foram abatidos pela força aérea de Israel.

Assim, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, David Elazar, determinou o deslocamento de uma brigada até a…

A Guerra dos Seis Dias

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Desde o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 e da criação do Estado de Israel em 1948 que o Oriente Médio vive em uma constante tensão bélica por conta das inúmeras discordâncias entre os povos da região — que já viviam ali há séculos — e os israelenses.

E a Guerra dos Seis Dias não foi apenas um fato isolado. Ela está dentro deste contexto e faz parte dos fatos que marcaram a História recente do Oriente Médio.

As tensões pré-conflito: Israel, quem diria, se sentiu acuado…A ONU reconheceu e estabeleceu as fronteiras do Estado de Israel em 1948. Antes, sem uma “pátria”, sem um local geográfico definido, os judeus tinham apenas o laço religioso como principal fator de união de todo o povo, desde a Antiguidade. Eles viviam espalhados por diversos países, mas mesmo um judeu nascido no Brasil ou em Angola, por exemplo, se considerava judeu antes de ser um brasileiro ou um angolano (aliás, é assim até hoje).


A criação do Estado de Israel veio justamente para suprir esta lacuna pátria dos jude…

Os pobres nobres cruzados

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Europa, século XI. Grande parte do continente estava fragmentado em vários reinos. Ao leste, tínhamos o Império Bizantino. A oeste, o califado omíada ocupava toda a Península Ibérica, até as fronteiras dos reinos de Navarra e Aragão — mais ou menos onde hoje é a fronteira da Espanha com a França.

Os europeus, fragmentados e sem grandes lideranças políticas, literalmente dependiam de uma ordem divina. Roma tinha forte influência sobre todos os reinos europeus católicos, os papas podiam não mandar diretamente, mas aprovavam (ou não) as ações dos nobres, ungiam reis e mediavam conflitos.

E desde sempre pensavam em retomar a Terra Santa e os territórios considerados sagrados e ocupados desde a expansão árabe, iniciada no século VII.


A Europa estagnada querendo abrir seus mercados, sob as graças do Senhor…É preciso entender que as Cruzadas não foram um movimento isolado de um grupo específico de europeus interessados apenas em retomar o controle dos lugares sagrados do cristianismo. Ela signi…

O Martelo contra as bruxas

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Publicado em 1486, o livro Malleus Malleficarum, escrito pelos inquisidores alemães James Sprenger e Heinrich Kramer, era um manual sinistro de como localizar, identificar e punir bruxas ou qualquer outro ser humano que, segundo os dogmas católicos, era um adorador do demônio e/ou herege.

O livro — que foi traduzido para o português como “Martelo das Feiticeiras” ou “Martelo das Bruxas” — também trazia em suas páginas explicações sobre os efeitos de feitiços e os motivos pelos quais, desde Eva, a mulher era considerada uma ameaça constante às almas puras.

Mais do que um livro que dava um certo apoio teórico à Santa Inquisição, o Malleus é um marco na transição entre a Idade Média e a Modernidade, em uma Europa marcada por guerras, peste, fome, fogueiras e, porque não, temor.

Mas vamos falar um pouco sobre as bruxas, normalmente culpadas por todos os males que assolavam a Europa.


Igreja versus Mitos antigos = paganismoJá na Antiguidade havia o mito romano de Diana, deusa dos bosques e das …