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A Cruzada do Excomungado

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Frederico II de Hohenstaufen era o imperador do Sacro Império Romano-Germânico e herdeiro do trono de Jerusalém, pois era casado com a primeira filha de João de Brienne, Isabel II. João de Brienne ocupou o trono de Jerusalém entre 1210 e 1225. Em 1227, Frederico resolveu reclamar o trono e seus direitos sobre a ilha de Chipre e os territórios de Jerusalém e Acre, área do Reino de Jerusalém. Para isto ele convocou uma Cruzada , a sexta desde que o movimento começou na Europa. Esta cruzada deveria partir no mesmo ano para a região, retomando áreas ocupadas, quando necessário, ou somente instituindo seu reinado. Conhecedor da importância religiosa da Cruzada e feliz por manter um representante em uma região sagrada para o catolicismo, o papa Gregório IX , recém-chegado ao pontificado e engajado em organizar a Santa Inquisição , viu-se satisfeito com a determinação de Frederico. Mas o papa não contava com um probleminha : Frederico era favorável ao diálogo, além de ter um profundo res

A Trilha das Lágrimas

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A partir de 1831, cerca de 80 mil nativos norte-americanos tiveram que deixar suas terras ao leste e sudeste dos EUA e migrar para uma região onde hoje fica o estado de Oklahoma, um pouco mais ao oeste. Lá, foi criada uma grande área que serviria como um território indígena unificado. Só que esta migração não foi nada fácil, nem pode ser considerada um ato de caridade do governo dos EUA para com os nativos do país. As cinco tribos “civilizadas” no caminho dos brancos Seminole, Choctaw, Creek, Cherokee e Chickasaw. Estes eram os cinco povos considerados “ civilizados ” pelos governantes dos EUA no século XIX. Cinco nações nativas   que viviam há séculos nas terras do leste e do sudeste da América do Norte. Para estas pessoas, deixar suas terras e rumar para uma região desconhecida, distante mais de 1.500 Km de suas casas foi uma verdadeira “Trilha de Lágrimas” , porque foi uma imposição do governo dos EUA, que sequer ajudou no transporte. Muitos nativos morreram durante a viagem.

Os Vikings bizantinos

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Você, querido(a) leitor(a), já assistiu a série “Vikings”? Se ainda não assistiu, deveria. Independente disso, se prepara porque tem uma história legal neste texto, falando sobre os vikings que migraram em direção à Europa oriental e até mesmo para a Ásia… Vikings defendendo Constantinopla - O nascimento da Guarda Varegue Lá pelos séculos X e XI uma parte do povo viking que vivia na região de Uppland  -  que hoje faz parte da Suécia  - migraram para o nordeste, na região de Novgorod e Rostov. A partir dali, os vikings liderados pelo rei Rurik   - que veio a ser o fundador da dinastia dos czares  - iniciaram um novo movimento de migração para o sul, conquistando a região de Kiev, onde hoje é a Ucrânia, fundando o reino de Rus’. E se você já conseguiu ligar o nome “Rus” à “Rússia”, parabéns, é isso mesmo. Excelentes navegadores, passaram a controlar as rotas dos rios Volga e Dnieper, comercializando tanto com os califados árabes quanto com os gregos bizantinos, além de parte da Europa

Canudos: loucura, utopia ou necessidade?

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Quando falamos em Canudos, logo lembramos de Antônio Conselheiro e das brutais investidas dos soldados da República que destruíram o povoado de Belo Monte , que estava localizado dentro da fazenda de Canudos , na Bahia, próximo às fronteiras dos estados de Pernambuco e Sergipe, às margens do rio Vaza-Barris . Mas, via de regra, nós quase-nunca discutimos as condições que levaram Canudos àquela grandiosidade toda que até hoje causa admiração e espanto a quem procura estudar mais a fundo a história do povoado e de seus habitantes. Para isso, primeiro vamos tentar entender, nem que seja só um pouco, quem era esse tal de Antônio Conselheiro… Conselheiro: beato e monarquista Ele nasceu em 13 de março de 1830, na Vila do Campo Maior de Quixeramobim, no Ceará. Seus pais o batizaram de Antônio Vicente Mendes Maciel, mas a história o conhece como Antônio Conselheiro , o beato que teve uma infância marcada por várias agressões do pai alcoólatra e da madrasta, sem contar as inúmeras dificuld

As aventuras de Hans Staden

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Hans Staden nasceu na Alemanha (Homberg, 1525) e ficou conhecido por publicar um livro intitulado “ Warhaftige Historia und Beschreibung eyner Landtschafft der wilden, nacketen, grimmigen Menschfresser Leuthen in der Newenwelt America gelegen ”… que em português recebeu o singelo título de “Viagem ao Brasil”. [ e nem me perguntem a tradução e muito menos a pronúncia do alemão, por favor! ] Neste livro, que ajudou bastante no imaginário europeu sobre o “Novo Mundo” por muito tempo, Hans Staden conta como foram suas duas viagens ao Brasil, na primeira vez a serviço dos portugueses e na segunda a serviço dos espanhóis. A primeira viagem, em janeiro de 1548, ele foi até a capitania de Pernambuco para carregar o navio de pau-brasil e retornar a Portugal. A embarcação também trouxe degredados para povoar as terras portuguesas d’além-mar e a tripulação tinha ordem de combater qualquer embarcação francesa que fosse encontrada na costa brasileira. Só que ao chegar em Pernambuco a tripulação

Por que assistir o filme chileno “No”?

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Um dos melhores filmes de 2012 é, sem dúvida, o chileno “No” (Não). Aclamado no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, a obra do diretor Pablo Larraín conta — inserindo alguns personagens fictícios na realidade da época — como foi a campanha do plebiscito que tirou do poder o ditador Augusto Pinochet, em 1988. Para explicar melhor, vamos falar rapidamente do período da Ditadura chilena para poder entender o contexto do filme. A situação política e social chilena O Chile, assim como todos os países da América Latina na segunda metade do século XX, estava passando por um período político turbulento. Políticos de esquerda tinham voz ativa, disputavam eleições e chegavam até a ganhá-las. Mas independente da orientação política, as decisões do Poder Executivo que beneficiavam o povo eram tratadas como atos “de esquerda”. E quem era de esquerda, “comunista”, corria sério risco de ser considerado um “revolucionário perigoso”. E revolução naquela época lembrava

Como foram construídas as pirâmides do Egito?

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Este texto foi “resgatado” do antigo HZ e respondia a uma pergunta do leitor Roberto Matos: Boa Noite, Meu nome é Roberto e sou muito curioso quando se trata deste pais maravilhoso que é o Egito, sou totalmente leigo no assunto, portanto se minha duvida for boba eu peço desculpas kkk… mas enfim nas construções das piramides como se fazia a arquitetura? Já que não tinha evolução alguma em maquina ou algo do tipo? E a outra duvida porem a mais fascinante são de pragas e lendas sobre os faraós, alguma dessas lendas tem relatos que aconteceram de fato? Vamos por partes. Primeiro, a pergunta sobre a construção das pirâmides egípcias eu poderia responder da seguinte forma: Brincadeiras à parte, vamos ao que interessa: Como as pirâmides foram construídas? A verdade é que ainda NÃO existe uma confirmação oficial de como os egípcios colocaram de pé a única das Sete Maravilhas da Antiguidade que conseguiu sobreviver ao tempo e está de pé até hoje. O conjunto de pirâmides de Gizé chama atenção