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Fenícios: os maiores navegadores da Antiguidade

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Conhecidos como “os maiores navegadores da Antiguidade”, os fenícios estabeleceram o primeiro império marítimo da História, ao fundar diversas colônias e cidades-estado por todo o mar Mediterrâneo.

Originários do Levante — a região litorânea atualmente dividida por Síria, Israel e Líbano — os fenícios se estabeleceram na região por volta de 3000 a.C., mantendo uma relativa organização social, primeiro em pequenas aldeias, que foram evoluindo para cidades mais complexas ao longo dos séculos.

Mas, segundo alguns achados arqueológicos, apenas após os séculos XII e XI a.C. é que o povo conquistou uma importância maior na região, principalmente após a invasão dos povos do mar na região da cidade de Biblos.

Quando falamos em “unidade fenícia” no sentido de considerá-los um povo unido em torno de um território, um Estado, mesmo que fragmentado, devemos tomar cuidado.

Apesar da organização social e política das cidades serem bem parecidas e do povo fenício ter uma importância significativa na exp…

Rei Arthur: Lenda ou Realidade?

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A Idade Média está cercada de lendas e mitos que fascinam milhões de pessoas até os dias de hoje. Estas lendas na época faziam parte da tradição oral de diversos povos e com o tempo iam agregando outros elementos e personagens, sempre em forma de contos, cantos ou trovas.

E de todas as lendas medievais, talvez a que mais desperte curiosidade e admiração em um número considerável de pessoas é a do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

O grande problema em falar sobre o rei Arthur é justamente saber o que é lenda ou verdade, pois até hoje nenhum historiador conseguiu provar a existência de um Arthur que reinou na Inglaterra.

Ao longo dos séculos, diversos escritores romancearam a lenda, principalmente por causa da época e do local: Arthur teria vivido na Bretanha entre os séculos VI e VIII, quando tem-se também o início dos registros dos romances cavalheirescos, ou romances de cavalaria, que se consolidaram por toda a Europa Medieval lá pelos séculos X e XI.

Segundo uma das lendas, …

A Recife holandesa

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Em 1624 os holandeses já haviam criado a Companhia das Índias Ocidentais e iniciado planos para a expansão de seus domínios além-mar na África e na América, já que a Companhia das Índias Orientais conseguia, na época, relativo sucesso comercial na Ásia. Mas como conquistar locais já ocupados e colonizados por portugueses e espanhóis, ainda mais na época da União Ibérica, quando as duas potências marítimas respondiam à mesma Coroa?

O jeito era usar a força. E assim a Holanda conseguiu, por aproximadamente um ano, controlar Salvador, então capital do Brasil. Para os holandeses, o importante era traficar escravos para as lavouras do nordeste e eliminar os atravessadores — no caso, os ibéricos — no comércio de açúcar. Expulsos pela Jornada dos Vassalos em 1625, os holandeses juntaram forças durante cinco anos e em 1630 conquistaram Olinda e Recife.

E é aqui que começamos nosso texto, falando sobre a influência holandesa na região em 24 anos de dominação.

Conquistando Olinda, depois Recife: a…

O mito do El Dorado

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A Balsa de El Dorado, artefato de ouro puro, atribuído à cultura muisca.
Desde o início do desbravamento e colonização do continente americano que os exploradores destas terras d’álem-mar tiveram contato com histórias e lendas que falavam de um tal de “El Dorado”.

Atrás desta lenda, muitas expedições chegaram a regiões completamente selvagens e até mesmo intocadas pelo ser humano. Mas o que era, enfim, esse tal de El Dorado?

Mito? Realidade? Ou apenas “exagero” dos exploradores sedentos por ouro?Segundo as lendas, ouvidas pela primeira vez entre 1531 e 1532 pelos espanhóis que desbravavam as regiões costeiras da Colômbia, Venezuela e Peru, liderados por Diego de Ordaz, existia próximo dali um reino, dos nativos Chibcha — também conhecidos como Muiscas —, onde seu líder tinha tantas riquezas que era costume ele cobrir-se com uma resina e aplicar ouro em pó pelo corpo todo. No fim do dia o monarca ia até uma lagoa, banhava-se e retirava todo o pó que cobria seu corpo.

Por isso o nome “El Do…

A Pedra de Roseta e a “descoberta” do Egito Antigo

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Por muitos séculos ninguém sabia exatamente o que significavam aqueles conjuntos de símbolos egípcios conhecidos como hieroglifos. A escrita egípcia antiga, encontrada nos grandes templos, nos tesouros retirados das tumbas e nos poucos papiros que sobreviveram à ação do tempo desde a Antiguidade aumentavam a aura de mistério em torno desta grandiosa cultura africana.

Mas em 1799, em uma expedição militar do (ainda) general Napoleão Bonaparte, o descoberta do pedaço de uma estela na cidade de Roseta, no delta do Nilo, ajudou o linguista francês Jean-François Champollion a decifrar os misteriosos hieroglifos, e a partir daí os arqueólogos e historiadores conseguiram, enfim, conhecer a História do Egito Antigo, uma das mais fascinantes de todos os tempos.

E também começaram, claro, a CONTAR esta História nos livros. Mas vamos primeiro entender como o enigma foi desvendado…

Como Champollion decifrou o que estava escrito da pedra? A Pedra de Roseta é uma estela, um bloco de granito negro, conh…

A Reforma de Lutero

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Europa, século XVI. Descontente com as imposições da Igreja Católica, um alemão iniciou uma grande mudança no cristianismo ocidental. Nascido em 1483, Martinho Lutero, um monge agostiniano e professor de teologia, contestou a Igreja a partir de 1517 e acabou fundando uma nova religião, o protestantismo.

Lutero, que teria entrado para a ordem monástica após escapar de uma tempestade de raios, pois entendeu aquele evento como um milagre, percebeu que algo estava errado na Igreja Católica.

Verdadeira dona da fé na parte ocidental da Europa nesta época e já esticando seus braços para as novas descobertas ultramarinas, a Igreja Católica passava por um período turbulento, sofrendo pequenas contestações aqui e ali, que acabavam abafadas pelo temor, mas não deixavam de abalar os pilares que foram construídos ao longo de toda Idade Média.

Dentre os vários fatores que levavam às contestações, aos questionamentos junto à ordem católica, Lutero iniciou seus protestos contra as indulgências, que nada…

As sete maravilhas da antiguidade

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Listadas pelo poeta grego Antípatro de Sídon (provavelmente entre os anos de 150 e 120 a.C.), as “sete coisas dignas de serem vistas”, do grego “Ta hepta Thaemata”, as maravilhas foram construídas pelos homens em diferentes épocas da Antiguidade e entraram na lista do poeta grego pela beleza, grandiosidade e magnitude.

Estima-se que quando fez a lista, Antípatro teria visitado as sete construções, já que na época todas existiam dentro da extensão do mundo conhecido pelos gregos.

Infelizmente só uma das Sete Maravilhas continua de pé até hoje, então a maioria das imagens que ilustram o texto são na verdade representações artísticas das construções, ou seja, podemos ter várias versões da mesma construção espalhadas pela internet e pelos livros de História, ok? Ah, e estão numeradas apenas simbolicamente, não quer dizer que uma é superior à outra.

Vamos à lista:

1 — Estátua de Zeus em Olímpia Era a única das Maravilhas que ficava na Grécia.

Construída no século V a.C. pelo ateniense Fíd…