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A mostrar mensagens de Setembro, 2020

Como foram construídas as pirâmides do Egito?

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Este texto foi “resgatado” do antigo HZ e respondia a uma pergunta do leitor Roberto Matos: Boa Noite, Meu nome é Roberto e sou muito curioso quando se trata deste pais maravilhoso que é o Egito, sou totalmente leigo no assunto, portanto se minha duvida for boba eu peço desculpas kkk… mas enfim nas construções das piramides como se fazia a arquitetura? Já que não tinha evolução alguma em maquina ou algo do tipo? E a outra duvida porem a mais fascinante são de pragas e lendas sobre os faraós, alguma dessas lendas tem relatos que aconteceram de fato? Vamos por partes. Primeiro, a pergunta sobre a construção das pirâmides egípcias eu poderia responder da seguinte forma: Brincadeiras à parte, vamos ao que interessa: Como as pirâmides foram construídas? A verdade é que ainda NÃO existe uma confirmação oficial de como os egípcios colocaram de pé a única das Sete Maravilhas da Antiguidade que conseguiu sobreviver ao tempo e está de pé até hoje. O conjunto de pirâmides de Gizé chama atenção

Maquiavel

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Niccolo di Bernardo Machiavelli (Florença, 3 de Maio de 1469 a 21 de Junho de 1527), ou como nós o conhecemos, Nicolau Maquiavel , é considerado por muitos um filósofo, diplomata, historiador e cientista político. É também considerado um dos principais pensadores — talvez até mesmo o fundador — da ciência política e da arte de governar. Maquiavel viveu o Renascimento italiano, em uma época que a Península Itálica ainda estava dividida em reinos, repúblicas e ducados, além dos Estados Pontifícios, controlados pelo clero. Os cinco principais eram: o Ducado de Milão, a República de Veneza, a República de Florença, o Reinado de Nápoles e os já citados Estados Pontifícios. Mais ou menos como no mapa abaixo: Na época de Maquiavel havia o interesse pela implantação de um Estado absolutista na península, mas o poder era muito fragmentado, apesar da ilegitimidade da maioria dos Estados. Como tirar do controle os homens que comandavam Veneza, por exemplo, cidade com grande comércio, que tinha

A Guerra do Yom Kipur

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Após a Guerra dos Seis Dias , que ocorreu em 1967 com esmagadora vitória israelense, a situação do Oriente Médio era a seguinte: Israel espalhou sua população e suas forças militares na Península do Sinai, nas Colinas de Golan e na Cisjordânia, territórios ocupados ao final deste primeiro conflito. Só que os países de maioria islâmica na região estavam cada vez mais furiosos com a presença dos israelenses controlando a Palestina e os territórios citados. O tempo passou mas o clima de tensão continuou presente entre as nações. Em 1° de outubro de 1973 o Egito e a Síria decretaram estado de alerta máximo ao longo de suas fronteiras e a Síria movimentou tropas até a fronteira com Golan. Aos israelenses, a medida apenas soou como retaliação a um episódio ocorrido em 13 de setembro do mesmo ano, quando 13 aviões de combate sírios foram abatidos pela força aérea de Israel. Assim, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, David Elazar, determinou o deslocamento de uma brigad

A Guerra dos Seis Dias

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Desde o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 e da criação do Estado de Israel em 1948 que o Oriente Médio vive em uma constante tensão bélica por conta das inúmeras discordâncias entre os povos da região — que já viviam ali há séculos — e os israelenses. E a Guerra dos Seis Dias não foi apenas um fato isolado. Ela está dentro deste contexto e faz parte dos fatos que marcaram a História recente do Oriente Médio. As tensões pré-conflito: Israel, quem diria, se sentiu acuado… A ONU reconheceu e estabeleceu as fronteiras do Estado de Israel em 1948. Antes, sem uma “pátria”, sem um local geográfico definido, os judeus tinham apenas o laço religioso como principal fator de união de todo o povo, desde a Antiguidade. Eles viviam espalhados por diversos países, mas mesmo um judeu nascido no Brasil ou em Angola, por exemplo, se considerava judeu antes de ser um brasileiro ou um angolano (aliás, é assim até hoje). A criação do Estado de Israel veio justamente para suprir esta lacuna pátria

Os pobres nobres cruzados

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Europa, século XI. Grande parte do continente estava fragmentado em vários reinos. Ao leste, tínhamos o Império Bizantino . A oeste, o califado omíada ocupava toda a Península Ibérica, até as fronteiras dos reinos de Navarra e Aragão — mais ou menos onde hoje é a fronteira da Espanha com a França. Os europeus, fragmentados e sem grandes lideranças políticas, literalmente dependiam de uma ordem divina . Roma tinha forte influência sobre todos os reinos europeus católicos, os papas podiam não mandar diretamente, mas aprovavam (ou não) as ações dos nobres, ungiam reis e mediavam conflitos. E desde sempre pensavam em retomar a Terra Santa e os territórios considerados sagrados e ocupados desde a expansão árabe, iniciada no século VII. A Europa estagnada querendo abrir seus mercados, sob as graças do Senhor… É preciso entender que as Cruzadas não foram um movimento isolado de um grupo específico de europeus interessados apenas em retomar o controle dos lugares sagrados do cristianismo