O que é “mais valia”?

money

Segundo Karl Marx, mais-valia é a diferença entre o valor real da força de trabalho e o salário pago ao trabalhador.

Não tem jeito mais fácil de explicar este conceito que é um dos pilares teóricos do marxismo. O conceito de mais-valia pode até ser expandido, desmembrado e adaptado para diferentes situações na relação empregador/trabalhador, mas basicamente esta frase resume o conceito e pronto.

Ou será que tem um jeito melhor de explicar?

mais-valia-Willtirando-02

Eu, particularmente, acho esta segunda tira melhor…

mais-valia-Willtirando-01

Até ia desejar um “feliz 1° de maio” a tod@s, mas já passou…

Fonte:

As tirinhas são de autoria do genial Will Leite (clica no nome dele que o site vale muito a visita!)

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2 comentários para “O que é “mais valia”?

  1. MAIS VALIA: UM MITO MARXISTA

    A postagem é antiga, mas o tema nunca sai de moda.
    A mais-valia, não é a apropriação de um tempo de trabalho não-remunerado, mas sim o juro derivado do tempo de espera e do risco assumido até que o processo produtivo esteja concluído.

    São muitas as pessoas que não entendem corretamente esse conceito de que os capitalistas adiantam bens presentes para receber, após muito tempo, bens futuros. No entanto, basta verificar os balancetes de qualquer empresa para verificar esse fenômeno. Por exemplo, a General Electric investiu (adiantou) US$685 bilhões para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente US$35 bilhões. Ou seja, os capitalistas da GE abriram mão de US$685 bilhões (e seu equivalente em bens de consumo que eles poderiam ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de US$35 bilhões. Nesse ritmo, serão necessários 20 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado.

    A pergunta é: os capitalistas que adiantam $685 bilhões — que se abstêm de consumi-los e que incorrem em risco para recuperá-los — não deveriam receber nenhuma remuneração por isso? Será que durante os próximos 20 ou 30 anos eles deveriam se contentar apenas em recuperar — isso se tudo der certo — tão-somente os $685 bilhões de que abriram mão, sem receber nenhuma remuneração pelo seu tempo de espera e pelo risco em que incorreram?

    Em suma, você realmente acredita que ter $1.000 hoje é o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 500 anos (e assumindo zero de inflação de preços), mesmo que ambos os valores contenham o mesmo tempo de trabalho?

    Pois é exatamente esse o raciocínio por trás de toda a análise marxista da exploração. O que há de errado, portanto, com a teoria da exploração de Marx é que ele não compreende o fenômeno da preferência temporal como uma categoria universal da ação humana.

    Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco que assumem. Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.

    O fato de o trabalhador não receber o “valor total” da produção futura não tem nada a ver com exploração; simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

    A relação trabalhista, longe de ser uma situação de exploração, é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital do capitalista) por bens futuros (os bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, e que só estarão disponíveis no futuro).

    Böhm-Bawerk expressou tudo isso de maneira bem mais resumida: “Parece-me justo que os trabalhadores cobrem o valor integral dos frutos futuros do seu trabalho; mas não é justo eles cobrarem a totalidade desse valor futuro agora.”

    Sugiro ao autor que procure ler autores fora do círculo da esquerda, até para ter o contraponto sobre a questão. Quem escreve isso é um ex-marxista que após ter conhecido a Escola Austríaca de Economia compreendeu que na teoria de Marx existem falhas insanáveis que impedem a sua aplicação prática.

    Abraços.

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