Repetindo a fórmula do nosso texto sobre cinema e História, com filmes diversos, agora este texto fala apenas de filmes que tem como pano de fundo o maior conflito armado do planeta em todos os tempos: a Segunda Guerra Mundial.
É bom citar que alguns destes filmes não trazem aquela frase “baseado em fatos reais”, o que não tira o mérito das produções. Se você que está lendo discorda da lista, aproveite o espaço dos comentários para criticar e, claro, indicar um filme para o professor aqui, ok? Futuramente poderemos fazer um novo texto com outros filmes. E vamos às cinco indicações, que na minha opinião são os melhores que eu assisti sobre a Segunda Guerra.
“A lista de Schindler” (Schindler’s List, EUA, 1993)
“A lista…” tem a grife de Steven Spielberg e talvez seja sua melhor realização na direção de um filme até hoje. O texto de apresentação deste filme eu vou copiar descaradamente do site do filme:
“Oskar Schindler, um antigo militar polonês, bem relacionado com a SS, que progride rapidamente nos negócios ao se apropriar de uma fábrica de panelas, após o decreto que proibia aos judeus serem proprietários de negócios.
Schindler se valeu de sua fortuna crescente para “comprar” membros da Gestapo e dos altos escalões nazistas com bebida, mulheres e produtos do mercado negro. Seu afiado senso de oportunidade o levou a contratar um contador judeu – mais barato do que um profissional polonês.
Ele é Itzhak Stern, a mente por trás do que seria o começo de tudo: com o argumento de que os trabalhadores judeus representavam uma lucratividade maior para o negócio, ele convenceu Schindler a fazer destes 100% da força de trabalho empregada em sua fábrica. Com o tempo, famílias judias passaram a trocar suas reservas financeiras por postos de trabalho (que os mantinha longe dos campos de concentração), permitindo que os negócios crescessem ainda mais.”
Porque o filme é bom? Mostra que nem todos os alemães envolvidos com a Segunda Guerra foram sanguinários. Schindler era um bon-vivant e enriqueceu com o desespero judeu? Sim, não podemos negar, mas o fato é que ele salvou muitos da morte certa nos tenebrosos campos de concentração. E se Goeth matou judeus por simples prazer, Schindler – juntamente com Stern, não podemos deixá-lo de lado – salvou judeus porque certamente achou que era a coisa certa a ser feita.
Com relação à parte técnica do filme, a reconstituição histórica beira a perfeição, e o filme foi produzido com uma fotografia quase idêntica aos das décadas de 1940 e 50. A excelente atuação de Lian Neeson (Oskar Schindler), Ben Kingsley (Itzhak Stern) e Ralph Fiennes (Amon Goeth) merecem destaque. É filme para assistir e ter em casa.
Cotação:
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Sim, amigos, o filme é em preto-e-branco...
“A Queda – as últimas horas de Hitler” (Der Untergang, Alemanha, 2004)
O filme conta os últimos dias da vida de Adolf Hitler, o maior ditador do século XX e principal personagem da Segunda Guerra Mundial.
Baseado na biografia de Hitler escrita pelo historiador Joachim Fest e por relatos da secretária do ditador, Traudl Junge, o filme mostra um Hitler meio enlouquecido e ainda confiante na vitória. Só que a Alemanha nazista já agonizava, o exército russo cercava os limites orientais de Berlim e bombardeava de forma incessante a cidade, enquanto Hitler escondia-se em um bunker, ditando ordens a seu corpo de generais, que em sua maioria já tinham a certeza da derrota na guerra e esperavam apenas a rendição da Alemanha.
Porque o filme é bom? Este é um dos filmes mais importantes já feitos sobre a Segunda Guerra, pois humaniza – se é que isto é possível – a figura de Hitler, processo fundamental para tentar entender a personalidade complexa do ditador alemão, mas em nenhum momento usa esta humanização para fazer apologia à ideologia nazista.
Dirigido por Oliver Hirschbiegel, “A Queda” conta com um verdadeiro show de atuação do suíço Bruno Ganz no papel de Hitler. Você só não fica com pena do ditador alemão porque, exceto neo-nazistas, qualquer pessoa normal tem sua cota de humanidade com Hitler extrapolada em 1939.
Cotação:
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“O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan, EUA, 1998)
Um grupo de soldados norte-americanos recebe uma missão: resgatar o último dos quatro irmãos da família Ryan ainda “vivo” no conflito. O problema é que ninguém sabe se Ryan ainda está vivo, ou se foi capturado como prisioneiro pelos alemães ou também está morto.
No texto anterior eu fiz uma analogia com o filme “Gladiador”, Franz Beckenbauer e o futebol, lembram? Então, “O Resgate…” é a mesma coisa. Não dá para deixar de citar este filmaço, mesmo sabendo que não existiu – pelo menos na literatura “oficial” da Segunda Guerra – uma missão de resgate empreendida para salvar qualquer soldado Ryan durante a Segunda Guerra.
Porque o filme é bom? Também dirigido por Steven Spielberg, ele praticamente começa com a batalha do Dia D, focando no desembarque na praia de Omaha, na França. São os 27 minutos – sim, eu já contei – mais assustadores da História do “cinema de guerra”, recriando o clima de horror de uma batalha contra o temido exército alemão ainda em seu auge bélico. Dizem por aí que Spielberg não criou um storyboard da cena – como é costume no cinema -, ele simplesmente orientou os atores e figurantes e ia deixando a coisa acontecer, só parando entre as tomadas para reposicionar câmeras e equipe.
O filme conta também com ótimos atores, foi indicado para onze oscars em 1999 e faturou cinco estatuetas. Tom Hanks, ator principal, poderia ter engrossado a lista de oscars mas acabou perdendo o prêmio de melhor ator para o cara que fez o próximo filme da nossa lista…
Mas antes, a cotação:
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“A Vida é Bela” (La Vita è Bella, Itália, 1997)
Roberto Benigni deu um show à parte interpretando o ítalo-judeu Guido Orefice, que antes da guerra estourar conquistou o amor da sua esposa Dora, vivida pela atriz Nicoletta Braschi, os dois se casaram e tiveram um filho, tudo no melhor estilo comédia-romântica-pastelão em toda a primeira parte do filme.
Só que a guerra tem início e os judeus são levados para os campos de concentração para inicialmente prestarem trabalhos forçados para os alemães.
Guido é mandado para um campo com seu filho e sua esposa pede para ir junto – ela não era judia. Uma vez no campo, Guido procura manter seu filho longe dos olhos dos alemães, pois as crianças já estavam sumindo misteriosamente, enquanto fazia o garoto acreditar que aquilo tudo que eles estavam passando era apenas um simples… jogo. Uma gincana.
Porque o filme é bom? Meu amigo, se até hoje você não viu este filme e a pequena descrição que eu fiz ainda não foi suficiente para explicar, não vai ser neste parágrafo que você vai saber porque o filme é bom. Alugue ou compre, assista e depois volte aqui para me agradecer. Mas lave as lágrimas antes, ok? rsrs
Cotação:
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Não sei se choro ou se bato palmas...
“Círculo de Fogo” (Enemy at the Gates, EUA / Inglaterra / Alemanha, 2001)
Este filme não é lá tão espetacular assim como os outros, mas merece estar na lista pois conta a história do franco-atirador soviético Vassili Zaitzev – já citada no nosso texto sobre os heróis da Segunda Guerra.
Vassili chega a Stalingrado no meio do cerco alemão à cidade – que durou entre 1942 e 1943 – e logo no início é jogado em uma batalha sem armas e munições. Pegando um fuzil caído de um soldado morto, ele consegue matar alguns alemães em volta, salvando a vida de um comissário político que logo inicia uma campanha para transformar Vassili em herói nacional.
Porque o filme é bom? Ele mostra como a URSS estava despreparada para o início de uma invasão alemã. Confiando no Pacto Ribbentrop-Molotov, que “”garantia”" a não-agressão alemã à URSS – e vice-versa -, os soviéticos foram surpreendidos pela Operação Barbarossa, iniciada pelos alemães em junho de 1941.
Todo o Exército Vermelho teve que se reorganizar, o que garantiu pelo menos uns oito meses de vitórias acachapantes do exército alemão. Faltavam munições, armas e veículos de guerra para combater os invasores. A única coisa que não faltou foi vontade dos soviéticos de defender sua pátria. Vassili foi logo alçado ao posto de “herói nacional” pois tanto soldados quanto a população precisavam de exemplos para levantar a moral.
Cotação:
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Espero que vocês tenham gostado da lista. Deixei de fora alguns filmes que eu vi e, como disse, posso até fazer uma lista no futuro. E comentem, de preferência indicando outros filmes para o professor aqui, ok?










Serio velho, o “A Vida é Bela” não devia constar nessa lista. Ele é bobo, e o pior, não se deve em hipótese alguma fazer piadas com o holocausto.
Era melhor colocar o “O Julgamento de Deus”. Assisti a pouco tempo na TV a cabo. É um filme-documentário, e é fhodastico. Fazia tempo que eu não fica emocionado com um filme.
http://vimeo.com/29722531
- Um dos documentários mais impactantes da atualidade. Impossível assistir e não refletir a respeito! Com 85 minutos de duração esse documentário da BBC mostra uma profunda e triste reflexão entre judeus num campo de concentração durante a 2ª Guerra Mundial. Aborda assuntos delicados (que geralmente evitamos devido ao constrangimento!) como a justiça divina, a aliança de Deus com o povo Judeus, suas incoerências morais, pondo Deus em xeque e atingindo em cheio sua suposta moralidade e justiça, ou, o que é pior, sua EXISTÊNCIA!!! Obrigatório, essa é uma iniciativa corajosa e raro em documentários mesmo nos dias de hoje! Para ver e refletir com a família na sala! -
Zé, eu não acho que “A vida é bela” faz piada com o holocausto. Pelo contrário, ele tenta trazer uma fagulha de humanidade em um episódio bizarro de nossa História enquanto seres humanos. Respeito sua visão do filme, mas eu entendi de outra forma.
Quanto ao documentário que você indicou, verei em breve (te garanto!). Depois a gente conversa sobre ele! rsrs
Concordo com o Zé, não acho que o filme A Vida é Bela foi um dos melhores de todos os tempos relacionados à temática da segunda guerra, claro é um grande filme, Roberto Begnini ganhou o Oscar de melhor ator interpretando o trapalhão de sempre (personagem clichê de seus filmes), alem é claro do Oscar de melhor filme estrangeiro na época com uma história original em relação a filmes com a mesma temática, mas, enfim não é um filme que me marcou. De resto gostei de todos os filmes principalmente do Circulo de Fogo que revi recentemente e conta a lado Russo da coisa.
Recomendo que vejam o filme Império do Sol, também dirigido por Steven Spielberg (pra variar), com o Christian Bale, com 11 anos, atuando em seu primeiro filme.
Resumo: Império do Sol de 1987, o filme relata a história de um garoto inglês de onze anos de idade, que vive na cidade em Xangai com a família aristocrata. Com a invasão da China pelo Japão, ele acaba se perdendo dos pais na confusão toda termina indo parar em um campo de concentração japonês onde, para sobreviver, se vê obrigado a desenvolver uma série de “malandragens” que vão das transações num improvisado mercado negro de alimentos e objetos pessoais dos prisioneiros à mediação de conflitos com os soldados japoneses.
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=Tjbe2cwgQS4
“Império do Sol” é muito bom também, Fernando. Assisti há uns dois anos atrás.
Quanto à escolha do “A vida é bela”, como a lista é pessoal (por mais que eu tente ser imparcial, o que é muito difícil), eu o escolhi porque, sinceramente, ele tocou meu coração. Portanto, deem um desconto, ok?
Esse é o problema desse pais. Democracias-autoritárias.
Lembrei de dois
O pianista. Que é fhodastico, por entre outras coisas são as lembranças do Roam Polansky. E aqui ele mostra como o ser humano pode ser cruel.
Alem da linha vermelha. Filme piegas sobre os homens transformados em soldados em ambos os lados da guerra.
O mais longo dos dias. Com Jonh Wayne, Richard Burton, Sean Connery e
Henry Fonda . O Jonh Wayne morre no fim do filme.
Sugestão de post. O lista de shidler é legal, mas existe uma injustiça foda. Tem um embaixador português que salvou milhões de judeus da Alemanha. Inclusive conta-se que nos últimos dia de trabalho desse embaixador ele pôs sua mesa na calçada da embaixada e trabalhava noite e dia assinando e carimbando vistos. Eu não lembro o nome, desculpe senhor embaixador.