Um pessoal lá da Europa resolveu recriar digitalmente uma tumba etrusca de aproximadamente 2700 anos atrás com um detalhe interessante: o visitante pode “caminhar” pela tumba usando um tapete que simula a planta-baixa da construção, enquanto as imagens são visualizadas em um telão na frente do visitante.
A tumba é a “Regolini-Galassi”, que foi encontrada intacta pelos arqueólogos em 1836, e que ficou famosa no meio arqueológico não só pelo ótimo estado de conservação em que se encontrava mas também pela quantidade de objetos em seu interior, o que ajudou bastante os arqueólogos a reconstruir ou imaginar o modo de vida e os costumes dos etruscos que viveram naquela região.
A tumba inclusive é considerada uma “jóia etrusca”.
Achei a ideia interessante. O visitante, além de conhecer a tumba sem precisar ir até o local, também recebe as informações relativas à descoberta arqueológica através de áudio, que acompanha sua caminhada virtual.
Ok, eu sei que não é a mesma coisa do que ir até o local e ver tudo “ao vivo”. Mas eu sempre disse aqui que “os turistas são cupins da História“, não é mesmo? Por isto a ideia é tão boa, pois aproxima o curioso da História sem que ele, o curioso, corra perigo de estragá-la! E acreditem, existem artefatos históricos que deterioram só com a nossa respiração, e eu não estou exagerando!
A ideia é de um grupo de holandeses e italianos e está instalada em dois museus holandeses: o Allard Pierson, que fica em Amsterdam, e o Museu Nacional de Antiguidades, que fica na cidade de Leiden.

Fontes:
- As duas fotos eu tirei deste site, que fala sobre o processo de criação dos ambientes 3D da tumba e da exposição virtual (em inglês).
- Tem também mais informações sobre a tumba na Wikipédia e em um outro site que eu encontrei navegando para buscar informações sobre a tumba e traz algumas fotos dos artefatos (tudo em inglês).








