Ocupem Wall Street!

Os protestos que começaram em 17 de setembro não acabarão com o capitalismo, mas é muito bom saber que o movimento Occupy Wall Street está incomodando um bocado!


Para o pessoal que não tem noção ou que ainda não sabe o que está acontecendo no coração financeiro dos E.U.A., uma explicação rápida: desde o dia 17 de setembro de 2011 manifestantes estão acampados em Wall Street e imediações protestando contra o capitalismo, o desemprego e a crise financeira que desde 2008 tira o sono dos países desenvolvidos e prejudica a população.

O grande problema que gerou todos estes protestos, segundo os manifestantes, é que enquanto o governo rebola para se livrar da crise e muita das vezes não consegue conter seus males, um pequeno grupo de pessoas – banqueiros, donos de grandes corporações etc – continua enriquecendo e passando por cima de tudo e de todos só para manter seu “capital” intocado… e cada vez mais inchado, graças à ganância corporativa.

Isto não acontece só nos E.U.A., mas em todo o mundo. A especulação financeira e a desvalorização da mão-de-obra são dois dos pilares do “lucro fácil” – Marx gostava de chamar de “mais valia” -, enquanto isso o governo não consegue resolver o problema do desemprego, mas tem grana para salvar um ou mais bancos ou empresas da falência com empréstimos ou isenção de impostos. O neoliberalismo cobra seu preço e quem paga a conta sempre é o povo, quando vê seus impostos – muitas das vezes aumentados por causa da crise – irem para o ralo, ou melhor, para o bolso de um banqueiro ao invés de voltarem em melhorias para a própria população.

O “American Way of Life” do desemprego:

Os E.U.A. hoje tem uma taxa de desemprego estimada entre 9% e 10%. É uma fatia pequena da população? Depende. Para um país que ultrapassa os 300 milhões de habitantes, cerca de 15 milhões de pessoas – descontando aí os que não são economicamente ativos – não conseguem trabalho. É como se toda a população do Rio de Janeiro estivesse desempregada. Convenhamos, é muita gente!


E assim como acontece nos protestos na Europa, a tendência do protesto em Wall Street é aumentar de acordo com a reação do Estado. Enquanto a polícia reprimir – no último fim de semana cerca de 700 pessoas foram presas por fecharem a ponte do Brooklyn em um protesto não autorizado – mais gente vai aderir ao movimento, que já está se espalhando por outras cidades, como Chicago, Boston e Los Angeles.

“Não é um crime pedir que o nosso dinheiro seja gasto naquilo de que as pessoas precisam e não no resgate de empresas. Os verdadeiros criminosos são aqueles que estão nas salas de administração ou nos gabinetes de executivos de Wall Street, não as pessoas que pedem empregos ou cuidados de saúde.”

Entrevista do manifestante William Stack ao jornal Washington Post. [fonte]

Os manifestantes já recebem até apoio de “personalidades” norte-americanas, como o cineasta Michael Moore [foto ao lado] e os atores Alec Baldwin e Susan Sarandon.

Para as pessoas que estão se perguntando “para onde vai o capitalismo?”, eu devo dizer que ele não vai para lugar algum. Como eu disse no início do texto, estes protestos não mudarão o sistema econômico vigente no planeta, mas é um bom começo saber que os quase sempre passivos norte-americanos estão tomando as mesmas atitudes que seus irmãos europeus e indo para as ruas chamar a atenção do governo.

Mesmo que grande parte dos meios de comunicação estejam ignorando os protestos, hoje em dia é relativamente fácil divulgar uma manifestação usando as redes sociais e as plataformas de blogs, como foi feito, por exemplo, nos protestos egípcios no início do ano que derrubaram o presidente Mubarak.

Segundo os manifestantes de Wall Street, não há previsão para o término dos protestos, a não ser que o governo decida deixar de lado as grandes corporações e passem a atender o povo de forma satisfatória.

Ao que parece, a queda-de-braço não terá fim tão cedo…

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Um comentário sobre “Ocupem Wall Street!”

  1. Realmente os ocupantes de wall street tem nocões das coisas, as crises são fabricadas pelo acumulo de riquesas nas maos de pessoas gananciosas que na qualidade de empresários conseguem manipular o governo e os políticos, é um jogo do mais esperto, esperteza, mas uma nação tem ética, somos todos um conjunto constituindo a ordem e a justiça, uns dependem dos outros, não podemos ter um governo que entrega tudo para os mais ricos com privilegios e isenção de impostos. Nao podemos ser contra as grandes obras e grandes empresas ou mesmo contra os seus lucros, mas devem se manter dentro da ética, seus lucros execivos não pode prejudicar uma nação ou mesmo deixa-la em dificuldades. O nosso caso no Brasil é o mesmo e até pior, nosso sitema politico impossibilita que pessoas ingressem na política sem estar amparada por um partido que por sua vez são manipulados por um continuismo de donos de partidos. A Europa esta falida, se valorizaram demais, custo de vida cara, governo caro. O Brasil vai no mesmo caminho, o governo esta cada vez mais caro, as privatizações dos seviços publicos aumentam e os pedágios aparecem a cada momento, os bancos cobram taxas e juros caríssimo, o dinheiro não trabalha e consequentemente não produz riquesas ficando na especulção. O banco é uma instituição para fazer o dinheiro trabalhar dependendo o seu sucesso de sua competencia, o que vemos aqui no brasil é que os bancos emprestam mal o dinheiro, aplicam em bens fantasmas e sem garantias, ou mesmo com um valor irreal como o que vem ocorrendo com carros e imóveis que financiados a um preço não vale a metade, os bancos podem muito bem financiar sem risco um imóvel ou movel pelo preço real ficando o agio por conta do comprador, contando também que cobre os juros reais, informações dão conta de que a falencia nos EU se deu por imõveis supervalorizados com prestações moveis que aumentaram absurdamente ficando os donos sem condições de pagar as contas não so pelo deemprego, mas porque a conta subiu demais, cujo total vai muinto alem do valor do bem comprado. Não pode o governo amparar milagrosa contas de juros e correções monetárias que podem transformar uma pequena dívida em uma fortuna. Os tempos são modernos, somos naçoes amigas com os mesmos principios constitucionais, temos de lutar para que o que é bom para um seja bom para todos.

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