Heróis da Segunda Guerra Mundial

Os Judeus da Floresta: mais do que uma simples família...

Com a estréia do filme do Capitão América o povo já começa com aquele famoso “comichão histórico”, já que parte do filme é ambientado na Segunda Guerra Mundial. Na ficção é muito fácil criar super-heróis, mas na vida real ou melhor, na guerra real, eles realmente existiram?


No meio de tantos atos de coragem e bravura – e no meio de tantas balas e bombas voando para todos os lados – é fácil ser considerado um herói. Temos centenas, milhares de exemplos que podemos citar apenas no palco da Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. Para o texto não ficar tão extenso, vamos apresentar uma lista contando apenas com alguns nomes e episódios. Óbvio que muita gente vai ficar de fora, mas quem sabe nós não publicamos outros textos com outras histórias daqui para frente?

E vamos aos personagens deste texto.

Alexander Matrosov, o “escudo”:

Alexander Matrosov

Este rapaz da foto ao lado foi um herói, mas se eu contar o que ele fez e você falar “esse cara foi maluco, doido varrido!” eu não irei recriminá-lo.

Matrosov era um soldado de infantaria soviético que durante a batalha pela vila de Chernushki, em 1943, resolveu pular na frente de uma metralhadora alemã, bloqueando-a e auxiliando no avanço de sua unidade.

Depois de morto – você achava que ele ia sair vivo dessa? – Matrosov foi condecorado com a medalha de Herói da URSS. Tudo bem, foi um ato heróico e, apesar de aceitarmos e até mesmo entendermos o sacrifício do soldado naquela situação, saibam o seguinte: existem relatos de aproximadamente 300 outros soldados soviéticos que fizeram O MESMO que Matrosov fez. Todos os atos heróicos desta espécie – inclusive o de Matrosov – foram contestados, mas a propaganda da antiga URSS aproveitou para usar estes atos de heroísmo para elevar o moral de suas tropas.

Verdade ou não, só as pessoas que presenciaram o ato podem confirmar, e talvez nem estejam mais vivas para isto. Mas este próximo herói da URSS é real… ou pelo menos continuou vivo por um bom tempo para contar sua história.

Vassili Zaitsev, o “caçador”:

Cartaz soviético usando a imagem de Zaitzev

Retratada no filme “Círculo de Fogo” (2001), a trajetória do atirador russo da 284ª Divisão de Fuzileiros que lutou em Stalingrado foi, por vezes, inflada pela propaganda soviética. Mas é impossível negar sua habilidade como franco-atirador.

Zaitzev não usava exatamente um rifle de precisão, mas fixava uma mira telescópica em uma espingarda Mosin-Nagant modelo M91-30 que, convenhamos, tinha um coice considerável, o que prejudicava um pouco a precisão do disparo.

Mesmo com uma arma não tão perfeita para um franco-atirador, Zaitzev entrou para a história por ser o responsável por abater 225 alemães em Stalingrado – algumas fontes indicam números um pouco maiores -, ajudar a levantar a moral os soldados que lutavam naquele verdadeiro inferno em que se tornou uma das batalhas mais importantes da Segunda Guerra e ainda ensinou alguns deles a atirar, pois quando criança, Zaitzev teria aprendido a atirar com o avô e o pai aos pés dos Montes Urais.

O russo terminou a guerra com 468 inimigos abatidos. Se existe alguém que foi bem sucedido na tarefa de matar nazistas na Segunda Guerra, este alguém foi Vassili Zaitzev, que morreu em 1991, aos 76 anos.

Os irmãos Bielski e os “judeus da floresta”:

Os Judeus da Floresta: mais do que uma simples família...

Em 1941, meses após o início da Operação Barbarossa os irmãos Tuvia, Asael e Zus Bielski escaparam por um triz de um ataque nazista que matou o restante de sua família em Novogrudek, região da antiga URSS que hoje é a Bielorrússia. Os três fugiram para a floresta próxima e organizaram uma aldeia, onde começaram a receber outros judeus que, assim como eles, também estavam sofrendo perseguição dos nazistas.

Os “judeus da floresta”, ou “bielski partisans”, como ficou conhecido este grupo de refugiados, salvou ao todo umas 1200 pessoas e organizou uma boa resistência contra os alemães, lutando ao lado dos soldados soviéticos.

A história dos irmãos Bielski também foi retratada em um filme, chamado “Um ato de liberdade”, estrelado pelo atual 007, Daniel Craig.

Alan Turing, o “decifrador de enigmas”:

Matemático, criptoanalista e, por que não, cientista da computação. O que um britânico com este currículo poderia fazer no meio de uma guerra numa época que a tecnologia ainda dava pouquíssimas cartas em um campo de batalha?

Uma parte do Colossus. Pequenino, não é?

Turing trabalhou em um método de decifrar os códigos enviados pela famosa máquina alemã conhecida como “Enigma”. Antes do trabalho de Turing, os britânicos estavam com medo até de lavar os pés nas águas do Canal da Mancha, tamanha a presença de submarinos alemães na região. A Enigma conseguia transformar um simples “bom dia” entre dois generais nazistas em uma mensagem indecifrável, a não ser que você tivesse outra Enigma para decodificar a mensagem. E os britânicos não tinham qualquer máquina que fizesse este serviço.

Após o trabalho de Turing, todas as mensagens alemãs codificadas interceptadas pelos britânicos eram inseridas no Colossus, o computador projetado sob as orientações do matemático e eram facilmente decifradas. Assim, os britânicos passaram a antecipar os ataques nazistas e o elemento-surpresa alemão foi por água abaixo, literalmente.

Turing não pegou em armas, mas salvou milhares de vidas com sua invenção.

As “águias” da R.A.F.:

Winston Churchill foi, sem dúvida, um grande estadista. Manteve a moral dos seus conterrâneos mesmo sob pesado ataque aéreo alemão e soube valorizar cada soldado que lutou contra a Alemanha nazista. Mas sua frase sobre os aviadores da Royal Air Force (R.A.F.) certamente define o que foi a Batalha pela Inglaterra:

Nunca tantos deveram tanto a tão poucos.

A estratégia alemã para invadir a Inglaterra era simples: destruir a força aérea britânica, que já era inferior em número com relação à Luftwaffe para depois invadir a ilha por terra, após atravessar o Canal da Mancha, que na época estava tomado por submarinos alemães. Simples, só que esqueceram de avisar aos aviadores da R.A.F. que eles deveriam morrer em batalha, deixando o céu livre.

Para vocês terem idéia da dedicação dos britânicos em defender seu espaço aéreo, em algumas ocasiões os aviadores abatidos que conseguiam ejetar do avião, usar o paraquedas e cair em terra firme corriam ou davam um jeito de chegar o mais rápido possível no campo de decolagem mais próximo, subiam em outro avião e rapidamente levantavam vôo para continuar lutando contra a Luftwaffe.

Na época houve um grande esforço de guerra de toda a população da Inglaterra, que aceitou o racionamento de alimentos e energia elétrica, entre outros… mas tudo seria em vão se os pilotos da R.A.F. não tivessem lutado bravamente contra os nazistas.

E o texto já está bem grande, concordam? Mais prá frente a gente volta aqui no HistóriaZine a tratar deste tema, ok? :)

Notas:

Procurem ver os dois filmes citados: “Um ato de liberdade” e “Círculo de fogo”. São duas boas histórias, garanto que ninguém aqui vai se arrepender.

Já falamos sobre “heróis” da Segunda Guerra em um texto que tem como elemento principal o esporte mais popular do mundo: O dia que o futebol venceu o nazismo. Aproveitem!

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34 comentários para “Heróis da Segunda Guerra Mundial

  1. Só um adendo, se você me permite. O negocio é que o filme do Capitão America deveria ter um viez historico. Um troço meio steampunk e tals…mas é uma bosta. Cinematografica e historicamente. E olha que nem teve aquela enchurrada de patriotada de sempre, que transforma os americanos nos unicos vencedores da segunda guerra.

    Não fosse no inicio a otima reprodução de epoca. Você nem saberia que estavam falando da segunda guerra. E olha que nos anos 90 teve uma mini-serie sensacional desenhada pelo Kevin Maguire que podia ser o roteiro.

    Um outro filme que merece analise é aquele U-751 que mostra os “ingleses” recuperando uma maquina enigma

  2. E os Paraquedistas da Easy Company que seguraram a cidade de Bastogne sob pesadíssima ofensiva alemã?

  3. Bom, em primeiro lugar quero parabenizar o site, pois muito bem montado, torna-se fácil realizar qualquer tipo de busca. Tive a oportunidade de ler um artigo que aponta para alguns dos heróis da segunda guerra, ou seja, homens que fizeram a diferença, claro, sem tirar o merito do conjunto, em fim, me tornei um fiel leitor do históriazine e recomendo para os meus amigos e colegas de faculdade.
    Um abraço a todos.
    Luiz fernando.

  4. falar da 2 guerra, não é fácil, tivemos pessoas que lutaram pelo nosso país, perderam suas vidas para nós libertar do inimigo,graças a deus, fomos liberto é hoje somos uma país democrático, pacífico em nossas ações

    • Soelen, olha só… não dá para colher informações de apenas UM soldado. Quem tem estas informações são as Forças Armadas, aqui é só um site sobre História que trata as coisas de uma forma genérica…

  5. Posha muuuuuuito boa essas historias…
    Mais acho que faltou o autor comentar sobre quem foram os verdadeiros bastardos inglorios….
    Poh galera procurem saber sobre eles
    E tabem sobre a FEB aqui dó brasil….
    Posha mt legal msm foi uma conquista e tanto….
    Sobre o monte castelo, a FEB recebeu ordens de nao deixar um prisioneiro….
    E nao ouve baixas
    Posha mt legal msm
    E o autor esta de parabens
    Goste!

    • O que? Monte astelo não teve baixa? vc esta redondamewnte enganado, foi aonde a FEB perdeu mais combatentes, graças ao “cabo” Zenobio, o general responsável, ou melhor, inrrewsponsável, alí ficou um heroi chamado Clovis Moreira Paes de castro, filho único de Arthur Paes de Castro

  6. Não é possível que em toda a Segunda Guerra Mundial, não tenha havido “UM SÓ” soldado alemão herói, até os indíos americanos, que foram dizimados, tiveram os seus guerreiros tidos como heróis !!!. Porque será ? O sionismo judeu responde …

  7. VER Holocausto judeu A MENTIRA DO SÉCULO ;:
    http://hebreuisraelita.wordpress.com/2012/04/11/holocausto-judeu-a-mentira-do-seculo/

    HOLOCAUSTO JUDEU – A MENTIRA DO SÉCULO ;
    Em 1976 apareceu The Hoax of the Twentieth Century (O Mito do Século Vinte), um trabalho realizado pelo mais prestigiado dos autores revisionistas, Arthur R. Butz, que ensina na Universidade de Northwestern, perto de Chicago. Ele mostra que o alegado extermínio dos Judeus constitui “o mito do século vinte.”
    O Sionismo Mundial, hoje, constitui a última ideologia racista ainda sobrevivente, e o Estado Sionista de Israel, o último posto avançado do “apartheid” no mundo.
    Israel constitui por sua mera existência um completo desafio a todas as leis internacionais, regras e princípios, e o racismo aberto manifestado pelo Estado Judeu é uma violação de toda a ética e a moral conhecidas do Homem.
    Os Sionistas se consideram como tendo direitos soberanos de oprimir e vilificar outros povos. Por ter um enorme monopólio sobre os serviços de informação no Ocidente, os sionistas tiveram sempre uma tremenda vantagem em promover sua versão da conquista da Palestina, suas guerras contra os Estados árabes vizinhos, e a “história” do povo judeu, especialmente a concernente à Segunda Guerra Mundial e ao chamado “holocausto”.

    • Não sou judeu, não sou católico e não sou muçulmano… mas daí a NEGAR o holocausto é conversa de quem não tem muito o que fazer a não ser destilar o ódio contra os judeus.

      Julius, na boa, cara… deixa essa ideia prá lá, relaxa, abre uma cerveja… o mundo não é feito só de teorias da conspiração…

  8. Meu bisavô e meu avô lutaram na segunda guerra pelo Brasil ,mas não quase nada sobre eles, por exemplo : que missões lutaram, nem em que missões morreram, pois todos os dois morreram na guerra .

  9. Mas mesmo não sabendo em quais missões eles lutaram pelo nosso Brasil, acho eles os maiores herois da guerra .

  10. Amigos eu teve um irmão do meu avõ que lutou 5 anos na primeira guerra mundial,isso la na Italia,segundo ele contava cisas teriveis,como ter que se alimentar de seus proprios colegas algo terivel segundo ele,passada a guerra eletinha seus irmãos no brasil,que tinham conseguido fugir antes da guerra começar,e,ai ele veio para o brasil no distrito de Erechim que se chamava Jacutinga,hoge municipio,la esta a sepultura dele,o nome Gulhermo Lazzaretti,eu sou Lazzaretti da região,eu esteve na Italia no ano passado,visitei,o monte grapa aonde teve as batalhas consegui filmar treçhos das trinçheiras que fantastico,mas o meu obgetivo é de conseguir o nome dele do exerciito,mas esta dificel,estou para receber minha cidadania e depoi vou por la e pesquzar co calma,algumas fotos das trinçheiras podem ser vistas se alguem tiver interece,vou fazer um DVD bem mais completo e assim que tever em mãos,divulgarei ete homem que foi um heroi esquecido?

  11. bom , primeiro quero parabenizar o site e dizer que me ajudou muito no meu trablho de escola .
    beijos anny

  12. Vinicius, sou eu de novo, descobri que o marido de umas das irmãs do meu avô (Meu tio), foi chamado para integrar a FEB (Força Expedicionária Brasileira), o que eu achei estranho é que o meu avô e o meu bisavô que também lutaram lá morreram e só ele sobreviveu e ainda esta vivo, depois da guerra ele continuou morando na Itália, e que todos os 3, são de Capistrano-CE/Brasil (Interior).

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