O grego Heródoto, lá nos idos do século V a.C. já havia dito que “O Egito é uma dádiva do Nilo“, certamente afirmando que a civilização egípcia e toda sua grandiosidade só teve condições de alcançar tal desenvolvimento na época – e no local, um deserto implacável – graças ao rio Nilo.
E hoje, dando uma viajada pelo site da NASA eu vi esta foto que, se não explica, pelo menos justifica a importância do Nilo no desenvolvimento do Egito.
Reparem que as cidades acompanham exatamente o traçado do rio, a única excessão é a região de Al Fayyum, que sai um pouco do traçado – à esquerda na foto – mas existe uma justificativa: a região tem o lago Al Fayyum – que também é chamado de Birket Qarun – formando um grande oásis.
E sim, Cairo é a parte mais brilhante do mapa.
Outra coisa interessante a se notar é que o rio Nilo não tem toda esta “largura” da foto, se levarmos em consideração a extensão lateral das regiões habitadas. A expansão das cidades para longe das margens do rio deve-se principalmente aos extensos canais de irrigação que foram construídos há milênios e ainda estão lá, servindo as pessoas hoje em dia.
E dá para perceber também que tirando a área de influência das águas do Nilo o Egito – assim como toda a área coberta pelo deserto do Saara exposta na foto – tem pouquíssimas regiões habitadas, e muito provavelmente estas regiões contam com pequenos oásis.
É muita terra – ou melhor… é muita areia – desabitada!









