ATENÇÃO: neste texto não estamos tentando discutir FÉ, e sim HISTÓRIA, ok?
Historicamente falando, quem foi Jesus de Nazaré? Aliás, a pergunta que muitos historiadores – e, por que não teólogos? – espalhados pelo mundo fazem é: “Jesus realmente existiu?”.
Segundo a Bíblia, sim, sem qualquer sombra de dúvida. Mas o livro não é considerado pelos historiadores como uma fonte muito boa para pesquisas, já que com o passar dos séculos seu texto “original” sofreu diversas alterações, sempre visando um melhor entendimento por parte dos fiéis. Além disto, os Manuscritos Apócrifos de Nag Hammadi já mostraram que a fonte bíblica não é lá muito confiável.

Segundo o Novo Testamento, quando criança Jesus bateu um papo firmeza com os sábios do Templo.
Na pesquisa histórica os profissionais costumam deixar de fora os axiomas teológicos por motivos óbvios. Não dá para misturar as duas coisas.
Mas então quem foi Jesus? Reparem que não desejamos falar daquele Jesus milagreiro da Bíblia, mas sim do homem mortal, político, judeu e revolucionário que talvez tenha vivido na Galiléia no início do que normalmente nós chamamos de “Era Cristã” e que influenciou milhões de pessoas através dos séculos seguintes. E é sobre esta homem que nós vamos falar um pouco agora.
Prazer, me chamo Yeshua.
A partir da pesquisa histórica de diversos profissionais, é quase certeza afirmar, conforme já citado nos parágrafos acima que Jesus, ou melhor, Yeshua – que em hebraico quer dizer “Jeová salva” – viveu na Galiléia, teve um pequeno grupo de seguidores e foi crucificado na Palestina na época do governo de Pôncio Pilatos – portanto, durante o império de Caio Júlio César Otaviano Augusto.
Pronto. A partir deste consenso, alguns historiadores especulam, outros pesquisam mais a fundo, mas no fim das contas ninguém chega a um denominador comum sobre a vida de Jesus.
Retirando todas as possibilidades de manter neste texto um discurso pró-romance do Dan Brown – “O Código Da Vinci”, já leram? É divertido. – dá para fazer uma análise, mesmo que superficial, da figura histórica de Jesus. Aliás, deixem-me abrir um parêntese aqui: Dan Brown apenas escreveu uma estória intrigante e teve mérito em usar as falhas de concordância no texto bíblico e a arte de Da Vinci para criar a polêmica em cima da vida de Jesus. Só isso! O resto é especulação.
O que não é especulação está listado logo abaixo:
1) O Jesus judeu:
Vocês acreditam que alguns católicos ainda crêem que Jesus era… católico? Quando? Onde? COMO??? A religião católica foi uma invenção de Pedro, e homologada no século III da “Era Cristã” pelo imperador Constantino. Portanto, pode parecer estranho, mas Jesus nunca seguiu qualquer recomendação do Vaticano.
E isso inclui a parte que diz que ele deveria manter a castidade. E se ele se casou com Maria Madalena, que paga o pato na Bíblia como puta, ou com outra mulher, não importa nesta discussão. Judeus entendem que casar é um bom negócio, e na época de Jesus não era diferente.
2) O Jesus mortal:
Vamos fazer o favor de esquecer a concepção imaculada? Nem sua avó beata acredita mais nisso, apesar de jurar de pé-junto que acredita.

"A Anunciação": muito bonito como metáfora, mas cientificamente é impossível algo assim acontecer...
Esta versão da maternidade de Maria está de acordo com a idéia de pureza vigente na Idade Média, onde a mulher tinha que guardar sua virgindade a sete chaves dentro do cinto de castidade. E quem melhor para dar o primeiro exemplo de castidade a ser seguido por todas as donzelas? Justamente a pobre Maria, mãe de Jesus.
Já a parte do evangelho que fala sobre a crucificação já recebeu dezenas de interpretações, até mesmo dos fiéis que acreditam que Jesus não morreu na cruz. Portanto, sequer ressuscitou! Mas acredite, tanto sua imortalidade quanto sua vida de milagreiro não devem ter sido mais que o uso de figuras de linguagem para representar as passagens de sua vida.
O historiador britânico Laurence Gardner defende a tese das figuras de linguagem utilizadas não só para narrar a vida de Jesus como também para todo o texto bíblico, desde o Antigo Testamento. E como estas histórias eram contadas “para ouvidos que pudessem ouvir”, tal metáfora servia aos ouvintes que sabiam identificar os “códigos” e entendiam a narrativa.
3) O Jesus político:
Alguns estudiosos garantem: Jesus era descendente direto da tribo do rei Davi. Portanto, tinha condições de reivindicar a liderança política dos judeus. Essa situação deve ter encorajado Jesus a levantar sua voz contra as lideranças judaicas na época, mas essa parte eu queria explicar com mais detalhes no próximo item, ok?
Saibam que Jesus conseguiu ser bem influente naquele espaço de terra conhecido como Palestina. E a seu modo e sem levantar os mortos das tumbas. Uma das “estratégias” usadas por Jesus foi, por exemplo, entrar em Jerusalém montado em um jumento. Com este ato ele acabava de se comparar ao messias, invocando a profecia de Zacarias que previa a chegada do salvador exatamente desta forma, há uma semana da Páscoa judaica. “Aí vem o teu rei, o teu salvador, o justo, montado em um burrinho.” Nada bobo esse Jesus, hein?
4) O Jesus revolucionário:
Talvez o aspecto mais interessante da vida de Jesus é justamente sua face revolucionária. Sim, ele queria mudar muita coisa entre seus pares, a começar pelo fim da submissão dos judeus ao império romano.
Apesar de toda a descrença de muitos professores que eu já conversei sobre o assunto, existe a quase-unanimidade com relação à crucificação ter sido motivada pelo discurso crítico de Jesus ao chegar ao Templo de Salomão e observar que ali, em um lugar sagrado, os fariseus e os saduceus controlavam um grandioso comércio, desvirtuando toda a importância religiosa do local.
Traduzindo para o português coloquial: Jesus quis mexer no bolso de quem mandava na grana, e foi sumariamente castigado por isso. Tanto que os líderes romanos lavaram as mãos e deixaram a própria população condenar Jesus.
Alguns historiadores defendem a tese de que Jesus sequer passou por um julgamento frente a Pilatos. Mesmo com seguidores e conquistando o respeito das pessoas por onde passava, Jesus era apenas um judeu comum aos olhos da administração romana. Nada além de mais um entre tantos outros candidatos a messias que vagavam por Jerusalém naquela época.
De volta às intenções de Jesus, há até uma famosa frase que diz mais ou menos assim: “Aquele que não tem espada, venda seu manto e compre-a.” [Lucas: 22;36]. Jesus desejava um grande levante da população contra os romanos, mas antes tentou trabalhar pela união dos judeus, independente da corrente religiosa seguida pelos grupos da época. A idéia era expulsar os romanos do comando da Palestina e a única forma de conseguir isso era unindo todo o povo.
Todos nós sabemos que isto não deu certo e o resto é História. Verdade ou não, o exemplo de Jesus é válido. Se existiu de verdade, o homem foi realmente uma pessoa de grande valor.
E boa Páscoa a todos(as)!
Observação: desculpem a linguagem, em algumas frases, extremamente simples e até mesmo debochada. Eu nunca gostei de tratar deste tema de uma forma sisuda, como os grilhões católicos exigem. Falar de Jesus é importante na medida em que ele é um exemplo de bondade, amor e compaixão, valores tão em falta nos dias de hoje, e eu valorizo muito quando as pessoas mais “religiosas” conseguem separar a mensagem que Jesus – ou quem quer que seja que inspirou sua história na Bíblia – passou e o que está destoando da “normalidade do dia-a-dia” no texto biblico. Espero que vocês tenham gostado do texto e comentem aí embaixo! =)
Fontes:
- “A Questão do Jesus Histórico“, artigo de Johan Konings. No fim deste artigo tem algumas outras fontes. Já tive a oportunidade de ler a número 01 e a número 07.
- Morte e vida “severina” de Jesus: um camponês galileu na “cruz” da história. Artigo de Gabrielle Cornelli.
- “O julgamento de Jesus“, texto da revista Aventuras da História.
- Um texto com título semelhante já tinha sido publicado em meu blog pessoal em abril de 2009. Algumas partes deste texto também são idênticas ao texto original.










O teu comentário inicial do item 3 me fez lembrar o filme "O Corpo" – http://www.webcine.com.br/filmessi/thebody.htm .
Eu vejo Jesus das duas formas e em separado. Politica e socialmente, conforme você descreveu (muito bem), Jesus já possuía grande vantagem sobre muitos judeus comuns e era um líder. O meu Jesus religioso é um pouco diferente do que a grande maioria do povo encara… Mas isso é outra coisa. E na minha modesta opinião, desmitificar Jesus é importante não só para a história, mas também para a própria religião, pois se todos o encarassem de uma forma mais humana e inteligente, se espelhariam mais nele e tentariam ser pessoas melhores… Enfim, confuso mas é o que eu acredito =o)
Parabéns, querido, teu texto tá show! Beijos.
Também acreditamos nesta parte de "desmistificar Jesus" para MELHORAR a religião. Não é ACABAR, é MELHORAR.
Valeu pelo comentário, Aline! =)
Tem umas questões ai na minha opinião. E a principal é; Não é possivel fazer uma analize de Jesus Cristo de maneira imparcial, quem é cristão vai relevar as partes mais polemicas com, "isso é um dogma de fé" ou "essa são os escritos que devem ser interpretados como mensagens as outras comunidades", e quem não é vai se prender a essas passagens para confirmar que os escritos biblicos são contraditorios e fantasiosos.
Em tempo, sobre o nascimento de Jesus é uma questão de fé sim, mas influi diretamente nas pesquisas, porque Jesus não sendo Filho de Deus, ele se torna um profeta como centenas de conteporraneos dele, e que se perderam no tempo.
Me permita fazer agora uma explanação-debate sobre seu texto. Eu nunca pesquisei ou li nenhum destes textos considerado apocrifo pela igreja catolica, e vamos partir do principio que os textos que mencionam Jesus na Biblia tenha sido escritos como diz Lucas no prolongo de seu evangelho (fica implicito que Lucas é um pesquisador-historiador Grego que vai a palestina uns 50-80 anos depois da morte de Jesus para coletar dados para seus pares)
"Visto que muitos empreenderam compor uma narração dos factos que entre nós se consumaram, coforme no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e se tornaram "Servidores da Palavra", resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, expô-los a ti por escrito e pela sua ordem, caríssimo Teófilo, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído"
Jesus é um pregador, seus ensinamentos propoem uma nova interpretação das lei e da sociedade. Suas ideias de uma sociedade mais caridosa e igualitaria realmente eram revolucionarias, mas oque provavelmente provocou a ira dos doutores da lei e cosquentemente sua morte foi a sua interpretação da lLei e das regras morais de seu tempo. É só fazermos um paralelo com oque aconteceu com o Salman Bushdie,ou com Benazir Bhutto. Ou ainda o caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani,imagine um homem ser contra a pena de morte de uma mulher num flagrante desreipeito a lei do pais, e consquentemente contra Deus, naquele tempo?
Isso sem mencionar que apesar dele proprio não falar abertamente ao publico, uma parcela da população já o consideravam o messias e falavam dele como o messias, isso concerteza irritou os dentetores do conhecimento religiososo e status-quo politico.
Quanto ao Jesus catolico, não é que as pessoas achem que ele é catolico, a maioria das pessoas não tem conhecimento de sua relegião, as pessoas não questionam nada ou refletem sobre os aspectos gerais ou o significado de sua religião…as pessoas tem mais ou menos um ideia imposta e preenches a lacunas subjacentes com ideias preconcebidas em filmes americanos dos anos 50 e 60.
Pra terminar duas coisas, na verdade que "inventou" o catolissismo foi Paulo, cidadão romano que ao se converter ao cristianimo se tornou o membro mais atuante e dissiminador das ideias das palavras de Cristo. Numa das cartas de Pedro nota-se que existe um debate se os ensinamentos de Jesus devem ser passados a outros povos ou esses povos deveriam se converter ao judaismo e percebe-se que Pedro foi convencido que a palavra de Jesus deve ir a todos, e não somente aqueles que se converterem.
E não existe essa de desmitificar pra melhorar a religião. Jesus é o filho de Deus para quem acredita, quem não acredita faz associação com os mitos de outras religiões ou a mitos modernos como Super-Homem e o Neo. Mas oque existe(e parafraseando o jovemnerd)o catolissismo é um grande "recorte e cole" de outras religiões; Adaptou-se mitos, lendas e comemorações de centenas de povos ao longo de mil anos ate termos oque hoje consideramos cristianismo. Isso levou alem do protestanismo e essas centenas de interpretações do que Jesus foi ou queria na verdade…e um suposição de que a fé das pessoas em Deus, Jesus e no cristianismo seriam abalado caso se "provasse" que Jesus foi humano ou não existiu. James Cameron fez um documentario em que ele afirmava ter descoberto o sacarfogo de Jesus, foi vendido como as repercussões do codigo da vinci no mundo real e virou outro documentario pretensioso que ninguem assistiu
ps: O nome não Jeova salva, mas Deus salva. Os judeos não falam o nome de Deus, o termo Iave é mais ou menos "O Senhor", um filosofo do sec XI, estava determinado a descobrir o verdadeiro nome de Deus, ele determinou as letras J e V mas não existe "vogais" separadas em hebraico portanto ele vaticionou é Jeova, existem outra traduções da Biblia onde a grafia utlizada é Javé.
Fui pesquisar sobre o nome mais em:
No hebraico escrevia-se somente com consoantes; as vogais eram somente pronunciadas, isto é, as vogais eram transmitidas, através das gerações do povo de Israel, oralmente e não de forma escrita, visto que a escrita da língua hebraica possuía apenas as consoantes.
A palavra que hoje se conhece constava unicamente de quatro letras, isto é, quatro consoantes hebraicas que transliteradas são: YHVH, conhecidas como o tetragrama.
No hebraico moderno do século VI depois de Cristo, os Massoretas colocaram os sinais das vogais adonay nas consoantes do tetragrama, daí em diante que os clérigos católicos começaram a tentar escrever o nome divino: Iahweh, Jehovah, Iavé e Jeová
ESSA ANÁLISE É UMA MERDA!
FRUTO DE QUEM É IGNORANTES QUANTO A TEOLOGIA.
JÁ OUVIRAM FALAR DE CRÍTICA TEXTUAL DOS EVANGELHOS?
ME POUPEM…
SOU PROFESSOR, HISTORIADOR E TEÓLOGO E FICO IRADO QUANDO VEJO UMA MATÉRIA DESSA.
ME MATEM LOGO!!!!!!!!!!!
Parei de ler no “merda”.
Educação é coisa que não se aprende na escola nem na faculdade…
“Helton de Assis, tem 21 anos (?), cursa história na UFPB e Teologia na FAENOR. Dá aula de História e Geografia. É um bom conhecedor de Teologia Sistemática e Geografia Mundial. Pesquisa sobre criacionismo e história do cristianismo. É noivo de Rosana.”
Grande coisa.
Ultimamente qualquer infeliz que esteja cursando licenciatura ou algo na área de educação, já se diz professor e quer ser melhor do que qualquer um.
Primeiro, vá lavar a sua cara e antes de se formar em qualquer coisa, aprender a ter um pouco de educação.
Segundo, você não é professor, historiador e nem teólogo, quando se formar, poderá comprovar que é algo disto, por enquanto, é apenas um mero estudante que deverá aprender a ter educação e respeito com o trabalho do próximo. Projeto de professor, historiador e de teólogo.
Terceiro: Ignorante é quem escreve em caixa alta
Ultimamente esse povo religioso anda muito estressadinho, é você falar “JESU…” já estão lhe dando voadora.
Ah, e outra coisa, “ABU”, é personagem do Aladdin
Interessante o texto e gostei dos comentários do Zé da Fiel.
É muito bom ter um lugar onde podemos trocar ideias sobre religião sem partir para o extremismo.
Em tempo: A Faculdade dá o conhecimento, porém a educação vem do berço.
Ótimo texto sobre o assunto. Sinceramente não nego a existência de Jesus, mas não está versão mística que é pregada pelo cristianismo. Gosto de pensar em Jesus como um grande filosofo, como um grande pensador e porque não? revolucionário da época.
Mas nós sabemos que a fé precisa de um alimento místico, por isso talvez a versão bíblica se distancia da versão histórica.
Mas sua abordagem sobre o tema ficou muito boa, e de fato como disseram, é ótimo ter um espaço onde podemos discutir sobre o assunto sem que sejamos criticados por fanáticos que não entendem o teor da discussão.
Se não se importar gostaria de utilizar sua postagem como referência em um post sobre o mesmo tema em meu site mais tarde.
Parabéns pelo ótimo conteúdo. Abraços
Cláudio, citando a fonte, pode usar o texto à vontade!
Quanto ao seu comentário, eu também penso que por causa do “alimento místico” a fonte bíblica tenha escapado à fidelidade histórica. Eu também não nego a existência de Jesus (e ainda bem que a maioria das pessoas que comentaram aqui ENTENDERAM meu ponto de vista), mas prefiro ve-lo como uma pessoa “comum”, ou seja, não-dotada de poderes sobrenaturais e POR ISSO MESMO MAIS IMPORTANTE do que o Jesus bíblico. Porque vamos ser sinceros? Conseguir seguidores andando sobre as águas e revivendo mortos é fácil, quero ver conquistar seguidores só com a PALAVRA e a promessa (meio vã, já que Roma tinha a maior força militar da época) de liberdade do povo judeu…
GOSTEI DA MATÉRIA, TROUXE ALGUMAS INFORMAÇÕES INTERESSANTES, OBSERVEI A NOTA ABAIXO DE DESCULPAS.MAS ACHO QUE NÃO É DE BOM ALVITRE UTILIZAR CERTOS TERMOS EM UMA PRODUÇÃO TEXTUAL QUANDO O LEITOR NÃO TEM A CHANCE DE DEBATER EM TEMPO REAL COM QUEM ESCREVE. ACHO QUE TEMOS MATURIDADE O SUFICIENTE PARA COMPREENDER QUE O SER HUMANO É SEU UNIVERSO SIMBÓLICO E CULTURAL É UMA CONSTRUÇÃO COMPLEXA E PARTICULAR. ACHO QUE DEVEMOS EXPOR NOSSAS OPINIÕES COM ELEGÂNCIA. NA SALA DE AULA ACHO QUE ATÉ DÁ PARA FAZER BRINCADEIRAS E ESPERAR A REAÇÃO DO ALUNO QUE IRÁ EXPOR SUAS IDÉIAS E TROCAR OPINIÕES COM VOCÊ. NÃO SOU MORALISTA, GOSTO DE POLÊMICAS MAS PREZO PELO CUIDADO COM A FALA E A ESCRITA.