Aos poucos El Comandante Fidel Castro vai deixando o cenário político cubano. Ontem (18 de abril de 2011) ele confirmou sua renúncia ao cargo de presidente do Partido Comunista e solicitou ao irmão Raúl que também o retirasse da lista de “elegíveis” da votação para a nova diretoria, que também ocorreu ontem, durante o 6º congresso do partido.
Fidel justificou sua ausência devido ao seu atual estado de saúde que, se não é precário, pode ser considerado debilitado para determinadas funções, mesmo administrativas.
Em alguns pronunciamentos, Fidel pediu ainda que os novos comandantes do partido e a juventude procurem mudar os rumos do socialismo: “A nova geração está convocada a retificar e mudar sem hesitação tudo que deve ser retificado e mudado, e seguir demonstrando que o socialismo também é a arte de realizar o impossível” [1].
O congresso tem, até agora, demonstrado forte orientação de renovação e mudanças nos rumos políticos cubanos – pelo menos internamente, como por exemplo a limitação do tempo dos cargos administrativos do próprio partido.
Históricamente falando, o 6º Congresso já pode ser considerado um marco desde a Revolução, unindo-se a eventos como a renúncia de Fidel ao posto de comandante-em-chefe. É hora de mudanças em Cuba, que realmente precisa decidir qual caminho seguir com seu socialismo. É fato que o bloqueio econômico dos EUA ao país é covarde e prejudica muito o desenvolvimento da ilha caribenha, mas os cubanos precisam pensar em soluções práticas que amenizem este problema.
Como disse Fidel, “demonstrar que o socialismo é a arte de realizar o impossível”. E a tarefa está delegada – e cada vez mais será – aos jovens cubanos. É esperar para ver.
Fontes:
[1] G1
- Mi ausencia en el C.C., matéria do site Cubadebate. A foto que ilustra o texto também foi retirada desta página.









