Começo a escrever este texto exatamente às 16h43, faltando apenas alguns minutos para o término das Eleições 2010. Até o momento as pesquisas de boca-de-urna indicam a vitória da candidata Dilma Rousseff, do PT, já no primeiro turno. Vou escrever este texto pausadamente e espero publicá-lo quando o resultado já estiver consolidado.
Mas independente do resultado final e a necessidade ou não do segundo turno na disputa presidencial – e em vários estados para o cargo de governador -, a verdade é que mais uma vez nós, brasileiros, temos que celebrar a oportunidade de escolher nossos representantes de forma livre.
Não gostaria de entrar no mérito da falta de consciência do brasileiro para votar e dos famosos “abortos eleitorais” que acontecem justamente por esta falta de consciência. Esta é uma discussão longa e que não cabe em um só texto. Eu gostaria de salientar a liberdade de escolha, coisa que só acontece em um regime democrático.
E se você acha que não existem candidatos honestos ou competentes para os cargos públicos procure estudar mais, completar uma boa formação escolar – o que traduzido para o bom português quer dizer: “exija e extraia o máximo de conhecimento de seus professores” – e candidate-se a um cargo público no futuro. Não fique parado, seja a mudança!

[fonte] Vocês reclamam dos políticos mas jogam um simples papel na rua? Aí complica para reclamar, concordam?
Os desafios dos políticos eleitos:
Vamos cometer um pequeno pecado de generalizar e falar do Brasil como um todo, ao invés de discutir cada estado.
O país tem diversos problemas e, na minha opinião, o maior de todos é o seguinte: qual a melhor forma de captar recursos e utilizá-los. O famoso imposto que nós pagamos e como ele volta para nós em melhorias. É necessária uma completa reforma tributária, diminuindo a quantidade de impostos e consequentemente a sonegação. A conta continuaria fechando justamente por causa da diminuição da sonegação que hoje representa um rombo considerável nas contas públicas.
Tenho alguns amigos e conhecidos que são empregadores. E eu estou cansado de ouvi-los reclamar da carga tributária. Para contratar um funcionário e pagar salário mínimo, o empregador acaba desembolsando entre R$800 e R$1000 ou seja: contrata um funcionário e gasta como se tivesse que pagar dois! Se o salário aumenta os encargos trabalhistas também aumentam. Diminuindo estes impostos os números do desemprego e do emprego informal certamente iriam cair bastante!
E, é claro que não podemos deixar de citar, estes impostos tem que retornar em melhorias dos serviços públicos. É para isso que pagamos estes impostos e os políticos são os responsáveis diretos pela aplicação destes recursos.
Além da reforma tributária, também é necessária uma reforma judiciária. A legislação brasileira está defasada, e a justiça se arrasta dia após dia. Tarda e falha! É preciso adequar as penas à realidade brasileira, agilizar o julgamento dos processos… é uma tarefa árdua, e estas reformas dependem diretamente dos deputados e senadores.
Habitação, transporte, saneamento básico, educação, saúde. O Brasil é grande, e os problemas também. O atual governo melhorou muitas coisas, mas falhou em outras. O presidente Lula, quando entrevistado no início do ano pela equipe de analistas políticos e jornalistas da TV Bandeirantes pediu que a conta da falta de melhorias fosse mandada para o Congresso que, por exemplo, não teria votado a reforma tributária apresentado pela presidência e uma comissão formada por empresários e representantes da sociedade.
Eu realmente sinto que o Congresso não tem muito interesse em discutir temas fundamentais para o desenvolvimento do Brasil, e perde tempo demais com temas que não tem tanta importância. Isso é culpa do presidente?
Claro que não, mas ele bem que podia forçar um pouco, fazer um lobby entre os congressistas para eles votarem as reformas. Não o fez, e o próximo presidente terá que fazer esta pressão. O Brasil hoje tem uma projeção de crescimento que pode aumentar. Mas só se a legislação mudar em muitos pontos.
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E agora são exatamente 21h31 e está definido matematicamente o segundo turno entre Dilma Rousseff e José Serra. Temos no momento, segundo o site do TSE, 95,44% das urnas apuradas e o candidato do PSDB tem 32,86% dos votos válidos e a PTista tem 46,41%.
Então que venha o segundo turno, os novos debates e que a discussão dos problemas e das soluções do país seja mais profunda do que as apresentadas neste primeiro turno!









Nossa, Vinicius, achei teu blog muito legal, muito bem elaborado, os textos são ótimos!
Parabens!
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Bjs,
Isabela
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