Ontem, 26 de outubro de 2010, na Assembléia Geral da ONU, os E.U.A. mais uma vez foram condenados pelo covarde embargo econômico imposto a Cuba desde 1962, que impede que empresas norte-americanas mantenham negócios com o país caribenho ou associem-se a empresas de outros países que tem negócios em Cuba.
O “placar” da votação feita pelos 192 países foi o seguinte: 3 abstenções, 187 votos a favor e 2 contra (E.U.A. e… adivinhem? aham, Israel).
Segundo o governo cubano, o embargo representa um dano de 173 bilhões de euros – valores atualizados a preços no mercado dos E.U.A. – ou a 543 bilhões, segundo a cotação do ouro no mercado internacional.
O grande problema de Cuba, conforme explicamos no texto sobre a Revolução Cubana, é que com o colapso da antiga União Soviética, Cuba perdeu seu maior parceiro comercial. A Guerra-Fria acabou mas Fidel manteve-se no poder e os E.U.A. jamais baixaram a guarda quanto ao embargo.
E como vivemos em um país globalizado, o embargo atrapalha empresas de outros países, principalmente da União Européia, que mantém negócios em Cuba e, por isso, não conseguem fechar negócios com empresas norte-americanas. Sem contar os problemas do governo cubano, que não consegue ter acesso a determinados equipamentos e produtos pois as empresas que vendem estes materiais tem medo de sofrer represárias econômicas e não conseguir mais vender para o mercado norte-americano.
Duvido muito que os E.U.A. vão acabar com este embargo tão cedo. Já não é a primeira vez que a ONU em votação condena a atitude – ontem tivemos a décima-nona condenação do embargo – e não existe, pelo menos de forma aparente, qualquer sinalização da política externa dos E.U.A. em reduzir ou acabar com o embargo.
Talvez isto aconteça no velório de Fidel Castro… talvez, quem sabe?








