Continuando nosso texto sobre a expansão marítima européia [você pode ler a primeira parte clicando aqui], agora vamos falar um pouco das consequências das viagens e “descobrimentos” na Europa.
Um novo mundo além-mar:

Mapa das rotas das primeiras grandes expedições européias.
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Quando nós falamos em ampliação do comércio marítimo e em colonização do novo mundo no início da expansão européia pós-Idade Média nós não falamos em conquista de mercados consumidores externos. Ainda não. Portanto, é fundamental que separemos as coisas: no início, os europeus buscavam mercadorias além-mar para comercializá-las na Europa.
Como foi destacado no texto anterior, as rotas comerciais terrestres estavam fechadas e o Mediterrâneo era meio que monopolizado por navegantes de Gênova e Veneza. Então para chegar à Ásia, onde eram produzidas dezenas de especiarias consumidas na Europa, a solução era contornar a África pelo mar. Ou dar a volta no mundo até alcançar as Índias, como Cristóvão Colombo morreu acreditando ter realizado tal façanha.
Mas ao chegar na América, Colombo descobriu, em nome do rei espanhol, um vasto mundo ainda inexplorado e cheio de riquezas. Os espanhóis logo encontraram metais preciosos entre os povos da América Central e, mais tarde, prata na América do Sul.
Os portugueses inicialmente levaram grande parte do pau-brasil existente em nossas terras, e a partir da década de 1530 – mais especificamente a partir de 1534, com a implantação das capitanias hereditárias – expedições trouxeram os primeiros portugueses que iniciariam a colonização e a exploração do solo, plantando cana-de-açúcar, nosso primeiro produto agrícola exportado em larga escala para a Europa. Mais tarde é encontrado ouro na região das Minas Gerais. A mão-de-obra utilizada nestes serviços era escrava, trazida da África, já que durante as tentativas de circunavegação do continente africano até as Índias os portugueses estabeleceram alguns entrepostos no litoral.
E como foi citado no primeiro texto, franceses, holandeses e ingleses também desenvolvem sua navegação, começando a rivalizar com os ibéricos. O território que mais sofreu invasão e posterior colonização foi a parte espanhola do Tratado de Tordesilhas. Territórios onde hoje estão Canadá, E.U.A., Haiti, Suriname, Ilhas Cayman – entre outras pequenas ilhas caribenhas – e as Guianas, por exemplo, foram colonizados por franceses, holandeses e ingleses.
Povoamento e exploração:
Antigamente nós escutávamos em sala de aula que algumas colônias sofreram exploração, por isso o atraso no desenvolvimento, enquanto outras foram poupadas da sangria pois serviram como colônia de povoamento. É errado pensar desta forma, pois todas as colônias da América sofreram - em graus diferentes, lógico – povoamento E exploração.

Mayflower
Ingleses, por exemplo, foram mandados à América do Norte porque na Inglaterra não havia espaço para plantar. O país vivia a época dos cercamentos*, e a famosa frase de Thomas More faz sentido quando seu personagem Rafael Hitlodeu diz que “os carneiros (…) tornaram-se, segundo me contam, tão vorazes, tão ferozes que devoram até mesmo os homens, que devastam e despovoam os campos, as fazendas e as aldeias.” [1]
Uma vez estabelecidos em território americano, todos os colonizadores sofreram com medidas implantadas pelas metrópoles, como o monopólio comercial. Entender estas medidas fica mais fácil com a leitura do nosso texto sobre o Mercantilismo. Em resumo, as metrópoles tinham que manter a balança comercial favorável. E para isto, até regiões que hoje são extremamente desenvolvidas, como é o caso dos E.U.A., sofreram exploração.
E a Europa nesta época registrou grandes índices de desenvolvimento econômico. Quase todo o metal precioso retirado daqui ia para as cortes européias. O ouro português e a prata espanhola financiavam produtos finos produzidos por franceses e produtos do dia-a-dia, mais comuns, produzidos por ingleses. Os manufaturados produzidos na Europa eram vendidos na América, pois em muitos lugares – inclusive no Brasil – era proibido montar indústrias. Tudo isso transportado em sua maioria por holandeses, que se especializaram no transporte marítimo.
A Inglaterra, com o passar do tempo, vai se transformar na maior potência econômica e marítima do planeta, com colônias e entrepostos espalhados no mundo todo, além dos portos “amigos” – portugueses em sua maioria – também espalhados pelos cinco continentes.
Demorou muito tempo para que as colônias conquistassem suas independências políticas, e mesmo assim algumas ainda dependiam, em parte, das antigas metrópoles. Dependência econômica? Alguns países não a conseguiram até hoje, mais de 500 anos após Colombo desembarcar em Cuba no dia 27 de outubro de 1492.
Mas isso é assunto para um próximo texto. Ou melhor, para vários próximos textos, já que o assunto das independências é vastíssimo.
Nota e referência:
* Cercamentos são o processo de exclusão dos trabalhadores de seu meio de sustento, as terras produtivas, na transição do feudalismo para o capitalismo, mediante sua transformação em propriedade. [fonte]
[1] MORE, Thomas. Utopia. Editora Escala; São Paulo, 2005. p. 28.









p***** eu n acho resposta nenhuma nessa p#***
Volta pro Google…
Noom acheii nd qq mim servisse akii aff! qq site ruiim
muito bom com esse silde que fiz vou tirar 10 mole ne história valeu
olha tomara que sirva ,brigado