Algumas curiosidades históricas

Por: Vinicius Cabral

Procurava algum assunto para escrever e atualizar o site, quando achei um texto contendo algumas curiosidades históricas perdido em um CD da época da faculdade. Infelizmente não lembro quem mandou o texto, portanto, nem sei onde a pessoa pegou o mesmo.

Eu resolvi publicá-lo por dois motivos:

1) algumas curiosidades eu tenho certeza da veracidade, pois já li em livros e/ou ouvi professores comentar sobre o assunto em sala de aula;

2) achei interessante, e o propósito do site é tratar a História de uma forma menos culta. Portanto, apreciem algumas…

Curiosidades históricas:

Nos séculos XV e XVI não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.

Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas utilizados como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existiam banheiros. Algumas das famosas especiarias trazidas do Oriente para os países europeus serviam para perfumar as ruas, já que o cheiro costumava ser insuportável.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria nos meses de maio e junho – para os europeus, o início do verão. A razão era simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio. Assim, nesta época o cheiro das pessoas ainda era tolerável.

Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos maio como o “mês das noivas” e a explicação da origem do buquê de noiva.

Os banhos eram tomados numa única tina enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças.

Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível perder um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês “don’t throw the baby out with the bath water”, ou seja, literalmente “não jogue o bebê fora junto com a água do banho”, que hoje usamos para os mais apressadinhos.

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados durante muito tempo venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo “no chão” – numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho. Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro.

O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão. [NOTA: não tenho certeza desta parte do velório. Rituais da antiguidade já podiam ser considerados velórios. De formas diferentes desta citada, mas também eram rituais funerários]

No Brasil colonial não existia saneamento básico – como até hoje ainda não existe o serviço em diversas regiões do país. Mas imaginem a cidade do Rio de Janeiro, a mais populosa da época, sem tratamento de esgoto. As necessidades eram feitas em penicos e despejadas em barris de madeira. Quando o barril estava cheio um escravo carregava o mesmo para a beira do mar e despejava na água todo aquele conteúdo, sem qualquer tratamento prévio.

Sim, o barril com o tempo apodrecia e podia quebrar nas costas do escravo. Apenas com a chegada da Família Real em 1808 é que o Rio de Janeiro começou a ter obras para o saneamento básico da área ocupada da cidade e calçamento das ruas, pois a maioria era de terra batida.

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